O erro comum ao mergulhar que pode causar dor e infecção no ouvido

Exposição à água favorece inflamações e infecções; especialista explica sinais de alerta e como se prevenir

21/01/2026 09:47

Piscinas, mar, cachoeiras, rios e lagos fazem parte do roteiro de férias de verão, mas também figuram entre as principais causas de dor de ouvido nessa época do ano. O desconforto, que muitas vezes começa com a sensação de ouvido tampado, pode evoluir para infecções se os sinais forem ignorados e os cuidados adequados não forem adotados.

De acordo com a otorrinolaringologista Bruna Assis, do Hospital Paulista, a dor após o contato com a água pode ter diferentes origens, todas relacionadas ao impacto direto no conduto auditivo. “A água pode ficar retida dentro da orelha, provocando sensação de pressão e incômodo. Além disso, ambientes aquáticos, especialmente piscinas e cachoeiras, favorecem o contato com bactérias e fungos que podem desencadear infecções”, explica.

O erro comum ao mergulhar que pode causar dor e infecção no ouvido
O erro comum ao mergulhar que pode causar dor e infecção no ouvido - Divulgação

A médica ressalta ainda que a umidade constante contribui para a inflamação da pele do canal auditivo. “A água acaba irritando a região, deixando o ouvido mais sensível e vulnerável. Em alguns casos, principalmente em mergulhos mais profundos, as variações de pressão também provocam dor, quando o ouvido médio não consegue equalizar rapidamente”, acrescenta.

Quando a dor pode indicar otite

Entre os principais sinais de alerta estão dor ao toque —especialmente ao pressionar o trágus—, inchaço do canal auditivo, sensação de ouvido tampado, redução da audição e presença de secreção. “Sempre que surgirem sintomas auditivos, é fundamental procurar um otorrinolaringologista. O diagnóstico precoce evita complicações e acelera a recuperação”, orienta a médica.

A boa notícia é que atitudes simples ajudam a reduzir significativamente o risco de dor e infecção nos ouvidos durante o período de férias. Entre as recomendações estão o uso de tampões de ouvido durante a natação e os mergulhos, além de secar bem os ouvidos após o contato com a água.

“Também é importante evitar o uso de cotonetes ou qualquer objeto dentro do ouvido. Pequenas lesões no conduto auditivo funcionam como porta de entrada para bactérias e micro-organismos presentes na água“, alerta Bruna.

Pessoas com histórico de otite, praticantes frequentes de esportes aquáticos e pacientes com eczemas, coceira recorrente ou descamação no ouvido precisam de atenção redobrada. “Esses grupos são mais suscetíveis e devem reforçar os cuidados preventivos, além de buscar orientação médica antes de períodos prolongados de exposição à água”, conclui.