O que significa o termo morte do Sol que cientistas mencionam?

4 fases que explicam como acontece a morte do Sol

30/01/2026 17:26

A expressão “morte do Sol” costuma chamar a atenção em reportagens científicas e debates sobre o futuro do Sistema Solar. O termo não se refere a um desaparecimento repentino da estrela, mas a um processo lento e previsível de transformação, em que o Sol esgota seu combustível nuclear e deixa de produzir energia da forma atual, passando por diferentes estágios até tornar-se um remanescente estelar frio e pouco ativo.

Quando cientistas falam em morte do Sol, resumem um conjunto de acontecimentos astronômicos que se estendem por bilhões de anos
Quando cientistas falam em morte do Sol, resumem um conjunto de acontecimentos astronômicos que se estendem por bilhões de anosImagem gerada por inteligência artificial

O que significa a morte do Sol para a astronomia?

Quando cientistas falam em morte do Sol, resumem um conjunto de acontecimentos astronômicos que se estendem por bilhões de anos. O ponto central é o fim da fusão nuclear de hidrogênio em seu núcleo, processo responsável pela maior parte da luz e do calor que hoje chegam à Terra.

Sem essa fusão, o Sol deixa de funcionar como a estrela estável que conhecemos e entra em fases de transformação em brilho, tamanho e temperatura superficial. A “morte”, nesse contexto, é a transição para um estado em que já não há reações nucleares significativas, restando apenas um corpo denso, em lento resfriamento.

Confira abaixo um vídeo do canal no Youtube CANAL DO MANOBIZA TECH que mostra como se dará a “morte” do sol:

Quais são as principais fases do fim da vida do Sol?

O ciclo conhecido como morte do Sol é dividido em etapas principais, estimadas por modelos de evolução estelar e pela observação de estrelas parecidas, em diferentes idades. Cada fase altera o equilíbrio entre gravidade, pressão e fusão nuclear no interior solar.

Essas etapas ajudam a prever como o Sol deixará a sequência principal, se expandirá e, por fim, encolherá até se tornar um remanescente compacto. De forma simplificada, o roteiro envolve:

  • Sequência principal (fase atual): há cerca de 4,6 bilhões de anos, o Sol converte hidrogênio em hélio no núcleo, e essa etapa ainda deve continuar por alguns bilhões de anos.
  • Gigante vermelha: com o hidrogênio do núcleo escasso, o Sol passa a queimar hidrogênio em camadas ao redor do núcleo, expande-se muito e torna-se mais luminoso, porém com superfície mais fria.
  • Cascas de gás e nebulosa planetária: na fase de gigante vermelha avançada, o Sol perde suas camadas externas para o espaço, formando uma nebulosa planetária de gás e poeira.
  • Anã branca: o que resta é um núcleo quente e denso, com tamanho comparável ao da Terra, praticamente sem fusão nuclear ativa, que irá esfriar por trilhões de anos em direção a uma anã negra teórica.

Quando o Sol deve começar a morrer e o que ocorre com a Terra?

As estimativas atuais indicam que o Sol ainda tem combustível para se manter estável por alguns bilhões de anos. As mudanças mais marcantes, associadas à fase de gigante vermelha, devem começar em cerca de 5 bilhões de anos, quando sua luminosidade e tamanho aumentarão drasticamente.

Antes disso, o brilho solar crescerá de forma lenta, mas constante, tornando a Terra cada vez menos favorável à vida na superfície. Em centenas de milhões a poucos bilhões de anos, o aquecimento progressivo pode comprometer oceanos, atmosfera e equilíbrio climático, mesmo sem intervenção humana.

Quando cientistas falam em morte do Sol, resumem um conjunto de acontecimentos astronômicos que se estendem por bilhões de anos
Quando cientistas falam em morte do Sol, resumem um conjunto de acontecimentos astronômicos que se estendem por bilhões de anosImagem gerada por inteligência artificial

Como a morte do Sol afeta o Sistema Solar e por que estudá-la?

O processo de morte do Sol impactará órbitas, temperaturas e a estrutura dos corpos ao seu redor, principalmente devido à expansão para gigante vermelha e à perda de massa. Com menos gravidade, os planetas tendem a migrar levemente para órbitas mais distantes e podem sofrer interações gravitacionais mais complexas.

Modelos de dinâmica orbital e observações de sistemas com anãs brancas mostram que parte dos objetos é engolida, parte sobrevive e parte é expulsa, o que ajuda a entender tanto o futuro do Sistema Solar quanto a evolução de outros sistemas planetários semelhantes ao nosso.