De 20 de outubro à 6 de novembro, chefs como Bel Coelho, Neka Menna Barreto e Marcelo Bastos criam experiências com ingredientes do Sudeste, como araticum e jaracatiá, que fazem parte de um catálogo de produtos ameaçados de extinção.

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Exposição tem entrada Catraca Livre

Araticum, jerivá, cambucá... Alguns ingredientes como esses soam estranho, mas são exemplos de frutas nativas do Sudeste, que poderiam ser encontrados com mais facilidade do que um cupuaçu ou o popular açaí. Esses nomes que parecem inventados fazem parte de um catálogo mundial do movimento Slow Food de alimentos ameaçados de extinção, mas que ainda se encontram vivos, com potencial produtivo e comercial em nossa região.

A lista, dividida em categorias como raças animais, frutas e hortaliças, reúne hoje mais de 3500 ingredientes de diversos países, sendo quase 100 brasileiros, que vão dos mais conhecidos, como a jabuticaba e o queijo da serra da Canastra, aos menos, caso do cambuci, grumixama, do jaracatiá e do araticum. Alguns dos ingredientes são novos na Arca, eles foram incluídos pelo projeto "Alimentos bons, limpos e justos: ampliação e qualificação da agricultura familiar brasileira no movimento Slow Food", em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina e o Governo Brasileiro.  Para estimular a salvaguarda e fortalecer sua cadeia produtiva,  a Aliança de Cozinheiros do Slow Food Brasil e a Coentro Comunica promovem, entre os dias 20 de outubro e 6 de novembro, a segunda edição do Festival Arca do Gosto em São Paulo, com 18 atividades exclusivas. 

Formado por cozinheiros comprometidos com a defesa da biodiversidade e das culturas alimentares, como as chefs Claudia Mattos e Heloísa Bacellar, a recém-lançada Aliança decidiu focar o evento, desta vez, nos produtos da Arca do Gosto com ocorrência no Sudeste. O Festival será composto por experiências (algumas delas junto dos produtores), como jantares-degustação, piqueniques e aulas, com variedade de formatos e preços. Elas permitem que as pessoas se aproximem, toquem, sintam o cheiro e se envolvam com um ou mais produtos. As experiências estão alinhadas com a filosofia do movimento, que valoriza o alimento bom, limpo e justo. Os ingressos podem ser comprados pelo FoodPass.

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Créditos: TRAD_araticum_do_cerrado_araticum_do_cerrado006

 

Nesta edição, participam do evento prestigiados chefs brasileiros, como Bel Coelho, com uma edição especial do Canto da Bel, que servirá Manjuba com ponzu de uvaia (R$15), entre outros pratos a preços acessíveis. O barman Jean Ponce, à frente do Guarita, realiza ao lado de Douglas Bello, do Sítio do Bello, uma aula de caipirinhas com frutas nativas. Bruno Cabral, da Mercearia Mestre Queijeiro, conduz degustação de queijos da Arca do Gosto, como o Serra do Salitre, junto com Marcelo de Podestá, membro do GT Queijos Artesanais de Leite Cru do Slow Food. Os chefs Marcelo Bastos e Fábio Vieira preparam jantar-degustação no Jiquitaia com diversos produtos da lista no Jiquitaia, como as Ostras de Cananéia. As chefs Neka Menna Barreto, Fabiana Sanches e Daniela Lisboa, à frente do Restauro, restaurante-instalação que é parte da 32ª Bienal de São Paulo, participam com um prato a cada dia com um ingrediente diferente. Claudia Mattos e Virginia Pinto Coelho participam com uma aula dedicada especialmente para crianças, seguida de piquenique no Espaço Zym.

Veja a programação completa do Festival - ou pelo link slowfoodbrasil.com/festival-arca-do-gosto2016 

Confira o vídeo com Carlo Petrini, fundador da Slow Food.

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