Cenotes revelam lado mais surpreendente da Riviera Maya
Destino no Caribe mexicano atrai viajantes interessados em experiências que vão além das praias
Há viagens que se contam em distâncias percorridas e outras que ficam na memória pelas sensações que provocam. Na Riviera Maya, o luxo nem sempre está à vista do mar. Muitas vezes, ele se esconde debaixo da terra, nos cenotes —formações naturais onde o tempo parece suspenso e a água guarda capítulos antigos da história do México.
Ao longo da costa caribenha de Quintana Roo, entre Playa del Carmen, Puerto Morelos, Cozumel e Akumal, o destino segue atraindo viajantes interessados em experiências que vão além das praias. Cultura ancestral, selva preservada, culinária regional e contato direto com a natureza compõem um roteiro que amplia o sentido da viagem.

Os cenotes se formaram há milhões de anos, quando o oceano cobria a Península de Yucatán. Com o colapso de antigos sistemas de cavernas marinhas, surgiram esses poços de água doce e transparente, hoje acessíveis para banho e mergulho entre estalactites e estalagmites.
Para os maias, de cuja língua vem a palavra dzonot (abismo), os cenotes eram fontes essenciais de vida e locais de conexão espiritual, associados a rituais e à relação com o sagrado.

Rota dos Cenotes na Riviera Maya
A partir de Puerto Morelos, em direção ao interior da península, a Rota dos Cenotes se estende por cerca de 50 quilômetros em meio à selva, reunindo mais de 60 corpos de água doce. Alguns se destacam pela incidência da luz natural, como o Siete Bocas, onde diferentes aberturas criam jogos de sombra sobre a água.

Outros, como o Verde Lucero, chamam atenção pelas tonalidades esverdeadas e pelo ambiente aberto, favorável ao banho e ao snorkel. Há ainda opções mais tranquilas, como La Noria, e cenotes fechados e profundos, como o Kin-Ha, que remete à sensação de estar em uma grande caverna natural. Para os mais aventureiros, Zapote é conhecido por suas formações submersas que atraem mergulhadores experientes, enquanto Boca del Puma combina tirolesas, rapel e trilhas. Já Las Mojarras é uma alternativa procurada por famílias, com acesso facilitado e águas rasas.

Nadar em um cenote vai além do lazer. Com temperaturas entre 23°C e 26°C, as águas ricas em minerais como cálcio e magnésio são associadas a benefícios para a pele e ao relaxamento físico. O ambiente silencioso, a luminosidade suave e o contato direto com a natureza favorecem uma pausa no ritmo cotidiano, em uma experiência que combina descanso e contemplação.
Quando ir e como visitar cenotes da Riviera Maya
A melhor época para visitar os cenotes da Riviera Maya vai de novembro a abril, quando o clima é mais seco, as temperaturas são agradáveis e a visibilidade da água atinge seu ponto ideal. Durante esses meses, o calor é mais moderado e as chuvas são escassas, o que permite desfrutar de uma experiência mais confortável e contemplativa.
Para explorar os cenotes é necessário desacelerar e aguçar o olhar. Chegar no início da manhã ou próximo ao horário de fechamento permite encontrá-los em sua versão mais serena, quando a luz se filtra suavemente e o silêncio da selva ainda envolve a água.
Usar calçados aquáticos facilita o acesso e a locomoção sobre superfícies rochosas, enquanto adotar práticas responsáveis, como tomar ducha antes de entrar e evitar produtos não biodegradáveis, não apenas protege esses ecossistemas frágeis, como transforma a visita em uma experiência mais consciente, íntima e respeitosa com o ambiente./catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/01/unnamed-3-910x683.jpg)
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Depois de percorrer a selva e mergulhar nesses cenários subterrâneos, a experiência na Riviera Maya convida naturalmente a desacelerar e a se reconectar com o entorno. Uma boa forma de fazer isso é escolher hospedagens que dialoguem com a identidade local, como o UNICO 20°87° Hotel Riviera Maya, de frente para o mar e a uma curta distância da Rota dos Cenotes.