Três lugares para visitar no México ainda em 2019

Cuernavaca, Oaxaca e Riviera Maya são destinos secundários em relação a Cancún e Cidade do México, mas tão incríveis quanto

Por: Redação

Em 2017, a América Latina recebeu um total de 207 milhões de turistas, segundo dados dos governos da região. Naquele ano, o setor cresceu 10,6% no Chile e 10,2% na Colômbia, e as vendas de passagens aéreas nunca foram tão grandes para cidades argentinas. Apenas em Cuba, cerca de 3 milhões haviam desembarcado em suas cidades até maio.

Tulum
Crédito: Diegocardini/iStockTulum, na Riviera Maia, é um dos destinos no México a ser explorado

O México foi o país que recebeu o maior número de turistas da região, com o Brasil em segundo lugar, registrando um recorde de visitantes estrangeiros –-foram 47 mil a mais do em 2017. O número foi maior do que o registrado durante a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de dois anos depois.

O destino mexicano mais famoso no Brasil por dois motivos: Cancún, destino de férias de muitos brasileiros, e o trânsito da Cidade do México. O trânsito severo atormenta os 21 milhões de habitantes da capital mexicana que enfrentam uma alta de 66% de tempo em relação aos mesmos trajetos feitos fora dos horários de rush.

Na Cidade do México, nos últimos meses, o problema também tornou o ar mais tóxico. No primeiro semestre de 2016, a capital mexicana teve apenas 26 dias com a qualidade do ar considerada aceitável, fazendo com que as autoridades tomassem ações drásticas, declarando emergência ambiental e ordenando que milhões de automóveis saíssem de circulação.

A seguir, Catraca Livre indica três coisas para fazer no México ainda neste ano.

Cuernavaca

Crédito: Zoran Lazic/Wikimedia CommonsPalácio de Cortés, construído em 1535, é uma das atrações em Cuernavaca

Desde o momento em que se entra na estrada México-Cuernavaca, percorrendo os 60 quilômetros que separam a cidade da capital mexicana, o viajante tem desejo de ali ficar para respirar o aroma do bosque de Ajusco, que os mexicanos dizem ser um rito de boas-vindas.

Quando se chega ao local em que se inicia a cidade, centenas de cores de flores de buganvílias de diferentes tons recebem os turistas. Apelidada de “Cidade da Eterna Primavera” do México, ela de fato está em um lugar privilegiado que permite que o clima seja agradável o ano inteiro e que atraía uma multidão de moradores da Cidade do México a cada final de semana ou feriado prolongado.

Crédito: Robert_Ford/iStockCuernavaca também é conhecida domo a “Cidade da Eterna Primavera”

Nos arredores do Bulevar Juaréz ou da Calle de Galeana, no centro da cidade, estão as famosas altas muralhas de Cuernavaca, com casarões coloniais grandes e construções históricas. Capital do estado de Morelos, o município é um dos mais antigos do centro do México, que remonta ao ano 1200 a.C, que é considerado, inclusive, um dos primeiros assentamentos humanos da região. A tribo Nahuatlaca, estabelecida em Quauhnahuac, vivia ali no vale luminoso que hoje se chama Sierra del Ajusco.

Crédito: Stockcam/iStockPiscina pública em uma das construções históricas de Cuernavaca

Com a chegada dos espanhóis, o nome Quauhnahuac foi trocado para o atual, Cuernavaca, convertendo-se imediatamente no destino de verão do conquistador Hernán Cortés. Por isso, entre os atrativos da cidade hoje estão o Palácio de Cortés, construído em 1535, a Catedral, conjunto arquitetônico que mostra construções de diversas épocas, o convento e o templo da Terceira Ordem dos Franciscanos, que data do século 16, as capelas de Humilladero e do Calvário, consagradas à Virgem de Guadalupe, e a fazenda de Atlacomulco.

Oaxaca

Crédito: Elijah-Lovkoff/iStockFachada da Ingreja da Nossa Senhora da Solidão, em Oaxaca

A revista National Geographic escolheu a região de Oaxaca como um dos destinos latino-americanos que deveriam ser visitados em 2018, e justificou a seleção dizendo relacionando o destino com um costume ancestral: a coloração de têxteis com um caracol marinho. No texto da revista, o jornalista Justin Fornal explica como o processo de tirar a cor dos animais é delicado, pois ao mesmo tempo em que se tenta tirar o pigmento, ele não pode morrer.

Crédito: Patrick Gijsbers/iStockVista do sítio arqueológico de Monte Albán

“Estou apaixonado pela cor roxa. Para mim, ela evoca uma sensualidade cósmica, mas também antiguidade e realeza. As velas dos barcos de Cleópatra eram roxas, assim como as togas dos imperadores romanos”, escreve.

Crédito: Iknuitsin Studio/iStockA coloração dos tecidos é feita artesanalmente

Ele também foi surpreendido pela culinária local, que faz parte de um dos grandes atrativos do México: a comida. Em algumas partes de Oaxaca, é comum comer gafanhotos assados com ou sem pimenta, além dos tradicionais “picantes” do país.

Riviera Maya

Crédito: Lucafabbian/iStcokRuínas de templo Maia em Tulum, na Riviera Maia

A Riviera Maya é uma das áreas turísticas mais conhecidas do México, e talvez do mundo. É tão famosa que esconde o nome do estado onde fica localizada, Quintana Roo, na parte oriental da península de Yucatán. Sua soma de construções maias, suas praias paradisíacas de areia branca, suas profundidades marinhas que fazem o deleite dos mergulhadores e a gastronomia local convidam a uma viagem sem muita pressa.

Crédito: DivulgaçãoRío Secreto, um dos inúmeros cenotes da Riviera Maia

Muitos viajantes chegam a Riviera Maya em busca dos resorts de luxo, dos spas, da vida noturna ou das atividades como o golfe, mas é certo que a maior parte dos turistas chegam por causa do mar — comparado à cor da famosa praia de Varadero, em Cuba.

A Riviera Maya alcançou uma imagem turística difícil de igualar também por causa dos turistas que chegam em cruzeiros. Em apenas meia, os visitantes desembarcam, cruzam as tendas do comércio de rua, passam pela Playa del Carmen e chegam a praias virgens, trilhas escondidas e ruínas maias.

Crédito: ABDESIGN/iStockA Riviera Maya é endereço de resorts de luxo

Poolside with the ocean in the background at a tropical resort.As populações nativas tinham centros cerimoniais e religiosos muito importante ao longo da costa, sendo o de Tulum o mais importante. Com a chegada dos espanhóis e dos piratas, posteriormente, o litoral se tornou um espaço perigoso e pouco habitado, e só foi o turismo que conseguiu trazer vida novamente à região.

Tulum é hoje um centro arqueológico que só perde em importância para as ruínas de Chichen Itzá, em Quintana Roo, e Teotihuacan, mas é considerada a mais bela, por estar às margens do oceano.

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