Manifesta Arte em Rede faz festival cultural online e doa 80% dos lucros

Por: Redação

O Manifesta Arte em Rede reúne mais de trinta coletivos, representantes de projetos culturais e organizações de São Paulo para um festival online, no esquema ‘pague quanto puder’, e doam 80% do valor arrecadado para ajudar quem estará mais vulnerável durante a pandemia do Coronavírus. A ação convoca todos a fazerem parte desta rede de apoio aos direitos sociais para a sociedade como um todo.

Preocupados com a situação que a sociedade vive frente às medidas do Governo Federal que são ineficientes e elitistas, mais de trinta coletivos e ONGs se reuniram para lançar a ação Manifesta Arte em Rede, maracada para acontecer de 1º a 15 de abril de 2020, nas pelas redes sociais.

Crédito: DivulgaçãoA cartunista Laerte participa da programação do Manifesta Arte na Rede

Ao todo são cerca de 200 profissionais que atuam na área cultural reunidos para realizar uma ação virtual para sensibilizar a população para a condição de quem tem menor poder aquisitivo e não tem sequer seus direitos básicos atendidos, e também da classe trabalhadora. Pessoas fortemente impactadas pela crise do Coronavírus, descaso frente à crise e visão economicista do Governo Federal, afinal lidamos com uma pandemia sem precedentes.

Este grupo variado de artistas de diferentes linguagens se juntou, pois acredita na importância de fazer uso da arte para dialogar e conectar pessoas, reforçando a importância das manifestações artísticas neste momento tão complexo, atuando com questionamentos que se fazem necessários, mas também confortando quem já se encontra recluso, despertando outros tipos de sentimento além da angústia, medo, que podem desencadear outros tipos de doença.

Programação Manifesta Arte em Rede

A ação Manifesta Arte em Rede vai lançar uma programação especial durante duas semanas com conteúdos on-line de cada um dos projetos envolvidos e pretende contar com apoio da população no que chamou de “chapéu on-line”, fazendo referência à uma prática da arte de rua onde se promove a parceria entre artista e público. O artista oferece a sua arte e o público contribui de forma espontânea, pagando quando puder e o quanto quiser, criando um senso de comunidade.

Além de conteúdos artísticos, a ação conta com uma consultoria jurídica da Nannini & Quintero Advogados Associados que irá disponibilizar conteúdos técnicos atualizados sobre as Medidas Provisórias lançadas pelo Governo Federal, principalmente no que diz respeito a Leis Trabalhistas e como fica a situação a partir delas. Conteúdos claros, objetivos e atualizados para sanar dúvidas frequentes.

E a população é convidada a colaborar com a ação pagando qualquer quantia em dinheiro, através do link e 80% do valor arrecadado será distribuído entre as seguintes frentes que atuam com quem está totalmente vulnerável neste momento como pessoas em situação de rua, indígenas e famílias periféricas: Missão Belém, Arsenal da Esperança, Pastoral de Rua, Terra Indígena Jaraguá, Unas Heliópolis e Anjos da Sopa (Grande ABC).

Passar o chapéu é uma prática ancestral que remonta às antigas organizações humanas e que demonstra que o homem se relaciona colaborativamente desde sempre, sem imposições de nenhuma natureza, pois inclusive, nesta prática, respeita-se totalmente o direito do público não contribuir se assim o quiser pelo motivo que tiver.

Crédito: Divulgação/ Danilo FerraraFeito por mulheres – palhaças, atrizes, musicistas, pesquisadoras e realizadoras – para todos os públicos, é um circo em que as artistas desenvolvem o repertório através do improviso

A ação Manifesta Arte em Rede é formada por uma equipe plural e diversa com artistas de linguagens como dança, circo, teatro infantil, teatro jovem e adulto, música, cultura popular, intervenção urbana, cinema, artes visuais, poesia, produção cultural, comunicação, consultoria jurídica, profissionais da educação e uma Organização Social sem Fins Lucrativos. Fazem parte da ação Trupe DuNavô, Circo di SóLadies, Laerte (Cartunista), Companhia Estudo de Cena, Sissy Eiko (artista visual), Grupo Esparrama, Rainhas do Radiador, Organização Palhaços Sem Fronteiras Brasil, Tempero da Carne, Bando Goliardxs, Grupo Pandora de Teatro, Desembargadores do Furgão, Maestrina Ester Freire, O Clube, Clarín Cia de Dança, Companhia dos Solilóquios, In Totum Cultura Criativa, Luciana Gandelini (Produtora Cultural e Assessoria de Imprensa), Cia Mundu Rodá, Alício Amaral, Trupe Baião de 2, Paula Petreca (Projeto CO), Grupo Teatral Mata!, Grupo Zumb.boys, Camerata Camará, Canto de Fraldas, Guardanapos Poéticos, Diogo Noventa (cinema), Eduardo Izidoro – Waralls (Artista Plástico), Alexandro Marques – Aleatório (Letrista), Ana Pessoa (Literatura), Cromossomos, Circo do Asfalto, Thaísa Valadão – Aletheia Produções e Artes, Maria Maranhão (contação de histórias), Elaine A. Pereira (Doutora em Educação pela PUC-SP),  Thiago Gouveia (Consultor Jurídico), Recicla Filmes e Cia. Os Rouxinóis.

Um ponto de encontro virtual entre artistas para uma ação livre, num momento de tanta privação, porque com responsabilidade essa é a forma como podemos nos relacionar no momento. E também buscar fazer o nosso papel como artista, defendendo o trabalho em arte e estando junto com a população, principalmente com quem está mais vulnerável.

A programação completa será lançada em breve.

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