Veja se a sua queda de cabelo é normal ou um sinal de alerta urgente
O caminho para recuperar o volume capilar com mudanças práticas na rotina
A queda de cabelo costuma chamar atenção quando os fios aparecem em maior quantidade na escova, no travesseiro ou no ralo do chuveiro. Em muitos casos, esse fenômeno faz parte do ciclo natural de renovação dos cabelos e não indica, isoladamente, um problema de saúde. Ainda assim, a percepção de que o cabelo está afinando ou caindo mais do que o habitual desperta dúvidas sobre o que é considerado normal e em que momento pode haver um sinal de alerta.

O que é considerado queda de cabelo normal no dia a dia?
A queda de cabelo é diretamente ligada ao ciclo natural de crescimento dos fios. Estima-se que perder algo em torno de 50 a 100 fios por dia seja esperado em adultos saudáveis, pois faz parte da renovação capilar e não indica, por si só, doença.
O ciclo do cabelo divide-se em três fases: anágena (crescimento, 2 a 6 anos), catágena (transição, 2 a 3 semanas) e telógena (repouso e queda, 2 a 4 meses). Cerca de 85 a 90% dos fios estão em crescimento, 1% em transição e 10 a 15% em repouso, mantendo o volume estável.
Quando a queda de cabelo passa a ser excessiva?
Fala-se em queda de cabelo excessiva quando o volume diminui visivelmente, o rabo de cavalo afina ou surgem áreas mais ralas no couro cabeludo. Nesses casos, geralmente há um fator interno ou externo alterando o ciclo de crescimento capilar.
Entre as principais causas estão estresse prolongado, deficiências nutricionais, alterações hormonais, doenças autoimunes, penteados muito apertados, medicamentos e uso excessivo de químicas agressivas. Coceira intensa, dor, vermelhidão e descamação também merecem atenção.
Como o modo de pentear influencia a queda de cabelo?
O modo de manipular os fios interfere na percepção da queda e na saúde da fibra capilar. Pentes de dentes muito finos e escovas com cerdas rígidas podem quebrar o fio, somando-se aos cabelos que já estavam em fase de queda natural e gerando impressão de perda maior.
Para minimizar a quebra e o trauma mecânico, alguns cuidados simples no dia a dia ajudam a proteger a haste capilar e a raiz:
- Desembaraçar primeiro as pontas, subindo gradualmente em direção à raiz;
- Evitar puxões bruscos e movimentos repetitivos de tração;
- Preferir pentes de dentes largos ou escovas específicas para desembaraçar;
- Reduzir o hábito de prender os cabelos em rabos muito apertados;
- Ter cuidado extra ao pentear fios molhados, que ficam mais frágeis.

Hábitos diários ajudam a reduzir a queda de cabelo?
Alguns cuidados gerais contribuem para um ambiente mais favorável ao crescimento capilar. Alimentação equilibrada, com consumo adequado de proteínas, ferro, vitaminas e minerais, auxilia a nutrir os folículos e diminuir o risco de enfraquecimento dos fios.
Gestão do estresse, sono de boa qualidade, diversificação de penteados para evitar tração constante e uso responsável de químicas agressivas são medidas que complementam, mas não substituem, a investigação da causa principal quando a queda já está instalada.
Qual é o papel da alimentação e das deficiências nutricionais?
Deficiências nutricionais estão entre as causas silenciosas mais comuns da queda de cabelo. Falta de ferro (com ou sem anemia), zinco, proteínas, biotina e vitaminas do complexo B pode comprometer a nutrição dos folículos, levando ao afinamento e à queda dos fios.
Dietas muito restritivas, perda de peso rápida, jejuns prolongados e alimentação pobre em frutas, legumes, proteínas de boa qualidade e grãos integrais favorecem esse quadro, exigindo muitas vezes exames de sangue e suplementação orientada por profissional.
Quais são as principais causas da queda capilar?
A alopecia androgenética (calvície hereditária) é a causa mais comum de queda capilar, afetando homens e mulheres. Nos homens surge em entradas e coroa; nas mulheres, como rarefação difusa no topo da cabeça. Outras causas importantes estão listadas a seguir.
Eflúvio telógeno, fatores nutricionais, estresse, alterações hormonais, doenças autoimunes, causas químicas e medicamentos podem atuar isoladamente ou em conjunto. Em muitos casos, o diagnóstico correto permite tratamento eficaz e reversão parcial ou total da queda.
Fatores e condições que contribuem para a queda de cabelo
Alguns grupos de fatores aparecem com maior frequência na prática clínica e ajudam a orientar a investigação médica. Entender esses gatilhos é fundamental para ajustar hábitos e buscar ajuda especializada quando necessário.
- Eflúvio telógeno: queda acentuada e temporária, com fios entrando precocemente na fase de repouso, geralmente após estresse, cirurgias ou infecções;
- Fatores nutricionais: deficiência de ferro, zinco, biotina, proteínas e vitaminas do complexo B, muitas vezes ligada a dietas restritivas;
- Estresse e fatores emocionais: ansiedade, depressão, sobrecarga e noites mal dormidas, aumentando o risco de eflúvio telógeno;
- Alterações hormonais: pós-parto, menopausa, andropausa, tireoide hipo ou hiperfuncionante e síndrome dos ovários policísticos;
- Doenças e condições médicas: infecções, febres altas, COVID-19, lúpus, alopecia areata, cirurgias e traumatismos;
- Causas externas e químicas: tinturas, descolorações, alisamentos, chapinha, secador quente e tração constante;
- Medicamentos: quimioterapia, anticoncepcionais, antidepressivos, anticoagulantes e drogas para tireoide.
Quando se preocupar com a intensidade da queda de cabelo?
Sinais de alerta incluem queda superior a 100 fios por dia, aparecimento de clareiras no couro cabeludo, fios caindo em tufos ao pentear ou lavar, coceira intensa, caspa persistente e diminuição perceptível do volume em pouco tempo.
Quando a queda persiste por mais de três meses, piora progressivamente ou se associa a sintomas como dor, feridas ou importante impacto emocional, é essencial buscar diagnóstico médico para evitar evolução e cicatrizes permanentes.
Como é feito o diagnóstico da queda de cabelo?
O dermatologista avalia o couro cabeludo, o padrão de queda e o histórico clínico e familiar. Com base nessa análise, pode indicar exames complementares para esclarecer a causa predominante e direcionar o tratamento.
Entre os métodos usados estão tricoscopia, exames de sangue para investigar ferro, vitaminas e hormônios, biópsia do couro cabeludo em casos selecionados e teste de tração para avaliar a facilidade de arrancamento dos fios.
Quais são os principais tratamentos para queda de cabelo?
Os tratamentos incluem medicamentos tópicos, como Minoxidil, fármacos orais como Finasterida em casos indicados, suplementos nutricionais, microagulhamento, LED, MMP e transplante capilar para situações específicas. A escolha depende da causa e do padrão de queda.
Shampoos específicos, loções fortalecedoras, tratamentos em salão e suplementação podem auxiliar como complemento. Em todos os casos, controlar o estresse contínuo reduz um dos principais gatilhos do eflúvio telógeno e melhora a resposta global ao tratamento.