Balé da Cidade une dança e artes plásticas em ‘IllumiNations’

Espetáculo tem coreografias inspiradas nas obras da exposição ‘Histórias Afro-Atlânticas’, sobre as consequências da escravidão. E o melhor: é GRÁTIS!

Por: Redação
Nos dias
23/11 - 24/11
25/11
2020
Na sexta-feira e no sábado, às 21h, e no domingo, às 19h. Distribuição de ingressos uma hora antes. Duração: 120 minutos

O que artes plásticas e dança têm em comum? Você poderá descobrir no espetáculo “IllumiNations”, do Balé da Cidade de São Paulo, com três apresentações no Teatro Municipal da Mooca Arthur de Azevedo, entre 23 e 25 de novembro. As sessões são gratuitas e acontecem na sexta e no sábado, às 21h, e no domingo, às 18h, com distribuição de ingressos com uma hora de antecedência.

cena do espetáculo IlluminaTions do Balé da Cidade
Crédito: Wilson Otacílio - divulgaçãoEspetáculo grátis reúne 12 coreografias feitas pelos próprios dançarinos do Balé da Cidade

A montagem faz parte do projeto “Asas Para Voar”, que estimula os próprios bailarinos da companhia a atuar como coreógrafos. Neste ano, as 12 coreografias que compõem o espetáculo foram desenvolvidas a partir da exposição “Histórias Afro-Atlânticas”, sobre os fluxos e refluxos da escravidão, que recentemente esteve em cartaz no Masp e no Instituto Tomie Ohtake.

Os curadores da mostra, Lilian Schwarcz e Hélio Menezes, orientaram a pesquisa dos bailarinos antes que eles pudessem criar suas danças. Para compor a trilha sonora original e assinar a direção musical do espetáculo, o grupo convidou o músico e compositor Rodolfo Stroeter.

As coreografias da montagem são “Ínsula”, de Igor Vieira; “Lila”, de Fábio Pinheiro; “Una”, de Luiz Crepaldi; “Alusão”, de Ariany Dâmaso; “Ama (A) Negra”, de Raymundo Costa; “Rito ao Comum”, de Manuel Gomes; “Tiro Branco”, de Fernanda Bueno; “Ero Wara”, de Marisa Bucoff e “Celebração”, de Mariana Camara. O espetáculo fica completo com três outras coreografias criadas pelo diretor e coreógrafo Ismael Ivo. São elas: “Delírio de uma Infância (Fragmento)”, “Gate Of No Return” e “Litanias De Satã”.

50 anos de Balé da Cidade

Criado em 7 de fevereiro de 1968, o Balé da Cidade de São Paulo assumiu inicialmente o nome de Corpo de Baile Municipal, sob direção artística de Johnny Frankin.  Nessa época, a companhia tinha a proposta de acompanhar as óperas do Theatro Municipal e apresentar apenas obras do repertório clássico.

Apenas em 1974, sob a direção de Antonio Carlos Cardoso, o coletivo passou a trabalhar a estética da dança contemporânea, que desenvolve até hoje. A qualidade artística do núcleo é reconhecida dentro e fora do país.

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