Centro de Memória do Circo: um lugar para vivenciar a magia

Exposição "Hoje Tem Espetáculo" - Sala maranhão
Até
30
de setembro 2018
Segunda - Quarta - Quinta - Sexta - Sábado - Domingo
Segunda, quarta, quinta e sexta, das 10h às 20h, e aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 20h
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Centro de Memória do Circo

Av. São João, 473 - Centro, São Paulo - SP, 01034-001, Brasil

Localizada no Centro Cultural Olido, a instituição resgata a história do circo e promove diversos espetáculos; confira a programação de agosto

E se houvesse um lugar que te permitisse vivenciar toda a magia do circo 365 dias por ano? Pois este espaço existe, funciona desde 2009 e está no centro de São Paulo, em pleno Largo do Paissandu. É o Centro de Memória do Circo, instituição cuja missão é manter viva a história desta arte.

Exposição
Crédito: Paula TorrecilhaExposição "Hoje Tem Espetáculo" - Sala Maranhão
Exposição
Crédito: Paula TorrecilhaExposição "Hoje Tem Espetáculo" - Sala maranhão
Exposição
Crédito: Paula TorrecilhaExposição "Hoje Tem Espetáculo" - Linha do Tempo
Exposição
Crédito: Paula TorrecilhaExposição "Hoje Tem Espetáculo"
Inauguração Exposição
Crédito: Paula TorrecilhaInauguração Exposição "Hoje Tem Espetáculo", em 2012
Visita mediada pela Exposição
Crédito: Douglas PassosVisita mediada pela Exposição "Hoje Tem Espetáculo"
Exposição
Crédito: Paula TorrecilhaExposição "Hoje Tem Espetáculo"
Palhaços Dus Cuais e Nina Rosa (Henrique Rímoli e Monique Franco)
Crédito: Paula TorrecilhaDus Cuais e Nina Rosa (Henrique Rímoli e Monique Franco)
Exposição
Crédito: Paula TorrecilhaExposição "Hoje Tem Espetáculo"
Exposição
Crédito: Paula TorrecilhaExposição "Hoje Tem Espetáculo"
Saberes do Circo - Sombrinhas de bala
Crédito: Victor Hugo SouzaSaberes do Circo - Sombrinhas de bala
Saberes do Circo - Bordados de figurino
Crédito: Paula TorrecilhaSaberes do Circo - Bordados de figurino
Reunião de fomento ao circo no Centro de Memória do Circo
Crédito: Paula TorrecilhaReunião de fomento ao circo no Centro de Memória do Circo
Reserva técnica do Centro de Memória do Circo
Crédito: Paula TorrecilhaReserva técnica do Centro de Memória do Circo
Inauguração do Centro de Memória do Circo. 2009. Veronica Tamaoki, Roger Avanzi (Palhaço Picolino) e Regina Ponte
Crédito: Sylvia MasiniInauguração do Centro de Memória do Circo, em 2009. Veronica Tamaoki, Roger Avanzi (Palhaço Picolino) e Regina Ponte

O local escolhido não poderia ser mais apropriado. “O largo foi uma espécie de pátio do circo, recebendo as principais lonas entre o fim do século 19 e o começo do 20. O primeiro documento atestando a presença do circo na região é de 1887, com uma temporada da trupe dos Irmãos Carlo. Mas, ao longo da década de 1920, houve uma alternância entre os grupos Queirolo e o Alcebíades, onde consagrou-se o palhaço Piolin”, explica Verônica Tamaoki, coordenadora da instituição.

Mas o que marcou essa região foi o Café dos Artistas, encontro que acontecia – talvez ainda aconteça – todas as segundas ao redor do Largo do Paissandu. Circenses do Brasil inteiro formavam uma roda e trocavam contratos e notícias.

Ocupando algumas salas do Centro Cultural Olido, o Centro de Memória do Circo mantém um museu e recebe espetáculos gratuitos dos grupos mais tradicionais do país. O local desenvolve um trabalho pioneiro ao coletar e preservar itens que formam um acervo inédito.“Os circenses têm o hábito de registrar sua história, guardando objetos, roupas e escrevendo diários. Nosso trabalho começa por aí: receber esse material e cataloga-lo”, diz Verônica.

Preservação da memória

Quem vai ao museu é automaticamente transportado para outro universo. Logo na entrada, há uma maquete de um circo feita pelo Mestre Maranhão (1923-2012). Ele foi acrobata, trapezista e funâmbulo (profissional que caminha e faz acrobacias sobre uma corda de aço), dono dos circos Europeu e Evans, além de professor da Escola Picadeiro e do Projeto Enturmando.

Desmontagem da Maquete do Mestre Maranhão

[11 de Junho de 2018] Nossa primeira ação de experimentação com o acervo do Centro de Memória do Circo foi a desmontagem da Maquete do Mestre Maranhão, para limpeza e avaliação do estado de conservação de seus componentes. Somando aprendizado e homenagem ao Mestre, a maquete foi desmontada como num circo de verdade, respeitando cada etapa e a funcionalidade de cada peça. Todo o processo foi capitaneado pelo Mestre Joinha que, entre uma etapa e outra, nos contava histórias do cotidiano circense associadas ao processo de montagem e desmontagem da lona.As incríveis maquetes do Mestre Maranhão, grande artista circense, começaram a ser elaboradas por ele nos primeiros anos deste século, impressionantes por seu valor estético, histórico e de fidelidade estrutural com os componentes da arquitetura nômade circense. O Mestre Maranhão (José Araújo de Oliveira, 1923-2012) foi acrobata, trapezista e funâmbulo, dono dos circos Europeu e Evans, além de professor da Escola Picadeiro e do Projeto Enturmando. Esteve bastante presente nos primeiros anos de existência do Centro de Memória do Circo, ministrando oficinas, contando histórias e transmitindo seu conhecimento do circo. A sala em que sua maquete, adquirida pelo Centro de Memória do Circo em seu acervo permanente, fica em exibição na parte térrea da Galeria Olido, sala que recebeu o seu nome após seu falecimento em 2012.—Parceria: Associação dos Amigos do Centro de Memória do CircoRealização: Centro de Memória do Circo, Centro Cultural Olido e Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura da Cidade de São PauloTrilha Sonora: Circus Marcus

Posted by Sou de Circo on Monday, July 30, 2018

Nesse espaço, também são apresentadas todas as artes que compõem a linguagem circense. Há painéis explicativos sobre os aéreos, as acrobacias, o equilibrismo, o malabarismo, o ilusionismo, a teatralidade e tantas outras performances que podem integrar um espetáculo de circo.

O público ainda encontra uma linha do tempo sobre a história do circo no Brasil e uma série de objetos e fotos. Há, por exemplo, os sapatos do mágico Dossel, que, segundo a coordenadora, tinham sempre a sola engraxada, “porque um artista não pode mostrar a sola suja para o público”.

Entre os itens memoráveis, também estão o cinturão confeccionado em 1968 para a trapezista Joanita Pereira, considerada a mulher com a cintura mais fina do mundo; a bicicleta miniatura (22,3 X 29,5 X 9,5 cm) do palhaço Figurinha (Nelson Garcia); os trajes do palhaço Piolin (Abelarto Pinto); o terno do mágico Tihany, fundador do Circo Tihany; a casaca de Marlene Querubim, fundadora e diretora do Circo Espacial e muito mais.

As fotos auxiliam no resgate dessa memória. Estão retratadas as mais importantes famílias ligadas ao circo, bem como os seus principais artistas. “Os cantores populares, os primeiros a gravarem discos, nasceram no circo. O palhaço Carequinha, por exemplo, foi o primeiro cantor profissional do Brasil”, revela a coordenadora. Outras personalidades como o Oscarito, o Arrelia e a Carola Harcia, conhecida como a Luz del fuego belga, também ganham destaque no Centro de Memória do Circo.

O nascimento de um sonho

Tudo começou com uma paixão. Verônica Tamaoki se encantou pelo circo e decidiu graduar-se em artes circenses em 1982 pela primeira escola de circo do Brasil, a Academia Piolin de Artes Circenses, apresentando-se como equilibrista e malabarista em diversos eventos.

Em seus estudos, aproximou-se de Roger Avanzi, conhecido como palhaço Picolino II, e juntos publicaram o livro “Circo Nerino”, em 2004. “Quando a obra saiu, o Circo Garcia tinha acabado de fechar as portas e eu havia conseguido reunir na minha casa objetos e documentos de dois dos mais importantes circos do país”, lembra. Este material é o ponto de partida para a criação do Centro de Memória do Circo.

“Ao longo desses anos, juntamos 80 mil documentos, por isso, estamos encontrando a melhor forma de classificar, orientar e guardar tudo isto. Para ajudar nessa tarefa, criamos o programa Sou de Circo e recrutamos oito jovens envolvidos com artes circenses para nos ajudar”, conta.

Apesar de tanto avanço, o trabalho de resgate histórico ainda está no começo. “Sinto que montamos uma coisa que exige mais 50 anos de trabalho. O Sou de Circo também está tentando correr contra o tempo e ajeitar esse acervo para que outras gerações possam dar continuidade ao trabalho. É preciso aproveitar também o que existe de memória oral”, revela.

Programação de setembro

O museu fecha às terças e funciona de segunda, quarta, quinta e sexta, das 10h às 20h, e aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 20h. Quem quiser fazer uma visita mediada pode mandar um e-mail para educativocmc@hotmail.com. O programa é gratuito e tem a duração de 60 minutos.

No dia 20, às 14h, acontece uma visita ao acervo do Centro de Memória do Circo – composto por cerca de 80 mil documentos. O público pode conhecer as técnicas e procedimentos utilizados na preservação deste material, além de aspectos da criação de uma museologia própria voltada para o circo. Para participar, é preciso se inscrever pelo e0mail memoriadocirco@gmail.com.

No dia 26, às 18h, inicia-se o projeto A Mulher do Circo. A ideia é pesquisar, refletir, compreender e valorizar o papel feminino no circo. Para isso, o Centro de Memória do Circo realiza um ciclo sobre o tema com apresentações, homenagens, palestras e debates. Dessa maneira, são convidadas artistas que atuam nos diversos tipos de circos existentes nos dias de hoje, dando destaque às mulheres nascidas e criadas nos circos itinerantes de lona.

Na abertura do projeto, está prevista a confraternização entre mulheres circenses de diferentes gerações e formações, como Maria Druck e Maira Campos (equilibrismo no arame), Daniele Siqueira (malabarismo), Lily Curcio, a palhaça Jasmin, Mafê Vieira e Giulia Cooper (apresentação), Amercy Marrocos, Marilia de Dirceu, Florcita, Tania Fabri, entre outras.

No dia 27, às 14h, acontece uma visita guiada à exposição após a apresentação de um espetáculo. Neste dia, Maria Druck e Maíra Campos apresentam um número de equilíbrio no arame e depois o público é convidado a conhecer a exposição com os monitores do Educativo e Mestres do Centro de Memória do Circo. Para participar, é preciso se inscrever pelo e-mail memoriadocirco@gmail.com.

No dia 28, às 14h, é apresentado o espetáculo “Circo Democrático da Bélgica”, no Corredor Centro Cultural Olido. À primeira vista, é um cabaré, onde tudo parece possível: um ato de malabarismo com pratos de porcelana, um número de sapateado em botas de esqui ou um salto de 4m de altura em uma piscina de 30 cm de profundidade.

No dia 29, às 28h, acontece o tradicional Sarau do Circo. Na ocasião, artistas circenses de diferentes expressões, mestres e aprendizes do Centro de Memória do Circo e o público podem se expressar em um picadeiro improvisado.

Este mês, o evento integra a programação do Festival 70+ da Secretaria Municipal de Cultura, e tem atrações na faixa dos 70 anos de idade, como o mágico Rokan e sua partner Ranny, os palhaços Pepin e Florcita, o malabarista Bruno Edson e as mestras Marilia Pereira e Amercy Marrocos. Além disso, estão previstos números da Jovem aprendiz do Programa Sou de Circo, Yvie Tinoco, que junto com Paollo Preto forma a Cia. das Dores Circo Teatro. Tudo isso ao som da Banda A4 PB (Ayrton Mugnaini JR, Dinho Nascimento, Jorge Dersu, Marcos Gil e Tetê Purezempla), que toca ao vivo músicas clássicas do cancioneiro circense.

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Autor: Agência Fática

A Fática é uma agência de comunicação especializada em cultura em suas várias linguagens.