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Centro de Memória do Circo: um lugar para vivenciar a magia

Localizada no Centro Cultural Olido, a instituição resgata a história do circo e promove diversos espetáculos; confira a programação de agosto

Por: Agência Fática
SEGUNDA QUARTA QUINTA SEXTA SáBADO DOMINGO
Segunda, quarta, quinta e sexta, das 10h às 20h, e aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 20h

E se houvesse um lugar que te permitisse vivenciar toda a magia do circo 365 dias por ano? Pois este espaço existe, funciona desde 2009 e está no centro de São Paulo, em pleno Largo do Paissandu. É o Centro de Memória do Circo, instituição cuja missão é manter viva a história desta arte.

Exposição
Exposição "Hoje Tem Espetáculo" - Sala MaranhãoPaula Torrecilha
Exposição
Exposição "Hoje Tem Espetáculo" - Sala maranhãoPaula Torrecilha
Exposição
Exposição "Hoje Tem Espetáculo" - Linha do TempoPaula Torrecilha
Exposição
Exposição "Hoje Tem Espetáculo"Paula Torrecilha
Inauguração Exposição
Inauguração Exposição "Hoje Tem Espetáculo", em 2012Paula Torrecilha
Visita mediada pela Exposição
Visita mediada pela Exposição "Hoje Tem Espetáculo"Douglas Passos
Exposição
Exposição "Hoje Tem Espetáculo"Paula Torrecilha
Palhaços Dus Cuais e Nina Rosa (Henrique Rímoli e Monique Franco)
Dus Cuais e Nina Rosa (Henrique Rímoli e Monique Franco)Paula Torrecilha
Exposição
Exposição "Hoje Tem Espetáculo"Paula Torrecilha
Exposição
Exposição "Hoje Tem Espetáculo"Paula Torrecilha
Saberes do Circo - Sombrinhas de bala
Saberes do Circo - Sombrinhas de balaVictor Hugo Souza
Saberes do Circo - Bordados de figurino
Saberes do Circo - Bordados de figurinoPaula Torrecilha
Reunião de fomento ao circo no Centro de Memória do Circo
Reunião de fomento ao circo no Centro de Memória do CircoPaula Torrecilha
Reserva técnica do Centro de Memória do Circo
Reserva técnica do Centro de Memória do CircoPaula Torrecilha
Inauguração do Centro de Memória do Circo. 2009. Veronica Tamaoki, Roger Avanzi (Palhaço Picolino) e Regina Ponte
Inauguração do Centro de Memória do Circo, em 2009. Veronica Tamaoki, Roger Avanzi (Palhaço Picolino) e Regina PonteSylvia Masini

O local escolhido não poderia ser mais apropriado. “O largo foi uma espécie de pátio do circo, recebendo as principais lonas entre o fim do século 19 e o começo do 20. O primeiro documento atestando a presença do circo na região é de 1887, com uma temporada da trupe dos Irmãos Carlo. Mas, ao longo da década de 1920, houve uma alternância entre os grupos Queirolo e o Alcebíades, onde consagrou-se o palhaço Piolin”, explica Verônica Tamaoki, coordenadora da instituição.

Mas o que marcou essa região foi o Café dos Artistas, encontro que acontecia – talvez ainda aconteça – todas as segundas ao redor do Largo do Paissandu. Circenses do Brasil inteiro formavam uma roda e trocavam contratos e notícias.

Ocupando algumas salas do Centro Cultural Olido, o Centro de Memória do Circo mantém um museu e recebe espetáculos gratuitos dos grupos mais tradicionais do país. O local desenvolve um trabalho pioneiro ao coletar e preservar itens que formam um acervo inédito.“Os circenses têm o hábito de registrar sua história, guardando objetos, roupas e escrevendo diários. Nosso trabalho começa por aí: receber esse material e cataloga-lo”, diz Verônica.

Preservação da memória

Quem vai ao museu é automaticamente transportado para outro universo. Logo na entrada, há uma maquete de um circo feita pelo Mestre Maranhão (1923-2012). Ele foi acrobata, trapezista e funâmbulo (profissional que caminha e faz acrobacias sobre uma corda de aço), dono dos circos Europeu e Evans, além de professor da Escola Picadeiro e do Projeto Enturmando.

Nesse espaço, também são apresentadas todas as artes que compõem a linguagem circense. Há painéis explicativos sobre os aéreos, as acrobacias, o equilibrismo, o malabarismo, o ilusionismo, a teatralidade e tantas outras performances que podem integrar um espetáculo de circo.

O público ainda encontra uma linha do tempo sobre a história do circo no Brasil e uma série de objetos e fotos. Há, por exemplo, os sapatos do mágico Dossel, que, segundo a coordenadora, tinham sempre a sola engraxada, “porque um artista não pode mostrar a sola suja para o público”.

Entre os itens memoráveis, também estão o cinturão confeccionado em 1968 para a trapezista Joanita Pereira, considerada a mulher com a cintura mais fina do mundo; a bicicleta miniatura (22,3 X 29,5 X 9,5 cm) do palhaço Figurinha (Nelson Garcia); os trajes do palhaço Piolin (Abelarto Pinto); o terno do mágico Tihany, fundador do Circo Tihany; a casaca de Marlene Querubim, fundadora e diretora do Circo Espacial e muito mais.

As fotos auxiliam no resgate dessa memória. Estão retratadas as mais importantes famílias ligadas ao circo, bem como os seus principais artistas. “Os cantores populares, os primeiros a gravarem discos, nasceram no circo. O palhaço Carequinha, por exemplo, foi o primeiro cantor profissional do Brasil”, revela a coordenadora. Outras personalidades como o Oscarito, o Arrelia e a Carola Harcia, conhecida como a Luz del fuego belga, também ganham destaque no Centro de Memória do Circo.

O nascimento de um sonho

Tudo começou com uma paixão. Verônica Tamaoki se encantou pelo circo e decidiu graduar-se em artes circenses em 1982 pela primeira escola de circo do Brasil, a Academia Piolin de Artes Circenses, apresentando-se como equilibrista e malabarista em diversos eventos.

Em seus estudos, aproximou-se de Roger Avanzi, conhecido como palhaço Picolino II, e juntos publicaram o livro “Circo Nerino”, em 2004. “Quando a obra saiu, o Circo Garcia tinha acabado de fechar as portas e eu havia conseguido reunir na minha casa objetos e documentos de dois dos mais importantes circos do país”, lembra. Este material é o ponto de partida para a criação do Centro de Memória do Circo.

“Ao longo desses anos, juntamos 80 mil documentos, por isso, estamos encontrando a melhor forma de classificar, orientar e guardar tudo isto. Para ajudar nessa tarefa, criamos o programa Sou de Circo e recrutamos oito jovens envolvidos com artes circenses para nos ajudar”, conta.

Apesar de tanto avanço, o trabalho de resgate histórico ainda está no começo. “Sinto que montamos uma coisa que exige mais 50 anos de trabalho. O Sou de Circo também está tentando correr contra o tempo e ajeitar esse acervo para que outras gerações possam dar continuidade ao trabalho. É preciso aproveitar também o que existe de memória oral”, revela.

Programação de novembro

O museu fecha às terças e funciona de segunda, quarta, quinta e sexta, das 10h às 20h, e aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 20h. Quem quiser fazer uma visita mediada à exposição “Hoje Tem Espetáculo” pode mandar um e-mail para educativocmc@hotmail.com. O programa é gratuito e tem a duração de 60 minutos.

Por: Agência Fática

A Fática é uma agência de comunicação especializada em cultura em suas várias linguagens.

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