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Exposição no IMS festeja o legado e a vida de Carolina Maria de Jesus

Mostra reúne mais de 300 itens, entre fotos, manuscritos, vídeos e documentos sobre essa que é considerada uma das maiores escritoras do país!

Por: Redação

Até 30 de janeiro de 2022

Terça - Quarta - Quinta - Sexta - Sábado - Domingo

Das 12h às 18h (visitas autorizadas mediante reserva de ingressos online)

Recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência não informados pelo próprio organizador do evento

Site: ims.com.br

Telefone: (11) 2842-9120

Uma das primeiras escritoras negras no Brasil, Carolina Maria de Jesus (1914-1977) tornou-se um importante símbolo de resistência dos movimentos negros contemporâneos. E você pode conhecer um pouco mais sobre a trajetória dessa grande autora em uma exposição incrível no IMS Paulista!

Carolina Maria de Jesus
Crédito: Henri Ballot. Revista O Cruzeiro, 31 de dezembro de 1960, edição 0012 / Assessoria de Imprensa IMSCarolina Maria de Jesus é um dos símbolos do movimento negro brasileiro

Trata-se da mostra “Carolina Maria de Jesus: um Brasil para os brasileiros”, que pode ser visitada gratuitamente entre os dias 25 de setembro e 30 de janeiro, de terça-feira a domingo, das 12h às 18h. É preciso fazer um agendamento prévio neste site.


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Com curadoria do antropólogo Hélio Menezes e da historiadora Raquel Barreto, a mostra apresenta aspectos pouco conhecidos da vida e obra da escritora do famoso livro “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada” (1960), que denunciava as difíceis condições de vida da população negra nas comunidades brasileiras.

Fruto de uma pesquisa de quase dois anos sobre a homenageada, a exposição reúne cerca de 300 itens, entre fotografias, manuscritos, vídeos e material documental. E ainda conta com trabalhos de cerca de 60 artistas que dialogam com a produção de Carolina.

A ideia é apresentar ao público a importância histórica da escritora para pautas como o antirracismo, a luta pelo letramento e pela moradia, além de mostrar como ela interpretou a política e a desigualdade do Brasil de seu período.

A exposição está dividida em 13 núcleos temáticos, passando pelos principais momentos da trajetória de Carolina Maria de Jesus, como a infância em Sacramento (MG), a mudança para São Paulo, o lançamento e a repercussão de seus livros, e até o fim de sua vida, em Parelheiros (SP).

Carolina Maria de Jesus, acervo Folhapress, Instituto Moreira Salles
Crédito: Acervo UH/Folhapress/ Assessoria de Imprensa IMSCarolina Maria de Jesus sorridente e produzida, uma imagem pouco divulgada da escritora

O título “Um Brasil para os brasileiros” remete a dois cadernos originais de Carolina, que deram origem ao livro “Diário de Bitita” nos anos de 1980. Esses manuscritos são o fio condutor da mostra e estão exibidos logo na entrada.

É possível ver fotografias pouco conhecidas da artista. Há imagens em que ela aparece sorrindo, usando roupas elegantes, posando com os filhos, em um programa de televisão, e até no Carnaval.

Carolina Maria de Jesus
Crédito: Arquivo Público do Estado de São Paulo/Última Hora / Assessoria de Imprensa IMSCarolina Maria de Jesus em imagem de 1963

O artista Antonio Obá foi convidado para fazer um retrato de Carolina. A obra ganhou o título de “Meada” e é um dos principais destaques da exposição. Os trabalhos dos artistas convidados tecem diálogos poéticos com os documentos, as imagens exibidas e os temas abordados pela escritora.

A instalação “Escoras para tetos prestes a desabar” (2019), de Luana Vitra, trabalha com conceitos de arquitetura, refletindo sobre temas como a ocupação, uma das questões tratadas pelo no livro “Quarto de despejo”.

A escultura “Uma palavra que não seja esperar” (2018), de Flávio Cerqueira, representa uma menina carregando uma pilha de livros em sua cabeça. Para dialogar com a obra, foi escolhido o poema “Quando eu morrer”, de Carolina, impresso em uma pilastra no IMS.

A relação da homenageada com a mídia também é abordada na mostra. Após o lançamento do livro “Quarto de despejo”, a imprensa passou a retratar Carolina não como uma escritora, mas como uma personagem estereotipada, “a escritora favelada”, segundo os curadores.

A artista também foi mãe solo de três filhos, desta forma, a maternidade era um assunto recorrente na sua obra. A exposição tem um núcleo dedicado ao tema, com registros de Carolina com seus filhos, incluindo três fotos raras, que pertenciam à própria autora.

Poucos sabem, mas Carolina compunha canções, cantava, tocava violão e costurava. Em 1961, gravou o disco “Quarto de despejo”, um ano depois de lançar o livro homônimo, com músicas de sua autoria. É possível conferir o raro LP, com 12 faixas, na mostra.

Os textos de Carolina aparecem na exposição com sua própria letra e em diversos formatos, como manuscritos, projeções na parede e lambe-lambes. Ao longo de sua trajetória, Carolina escreveu ainda poemas, crônicas e peças de teatro, a maioria inédita.

Além de sua obra mais conhecida, ela publicou, em vida, “Casa de alvenaria” (1961), “Pedaços da fome” (1963), e “Provérbios” (1963). Após sua morte, foram lançados também “Diário de Bitita” (1986) e outras edições independentes reunindo textos seus.

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