Clara Nunes ganha exposição inédita e 0800 no MAR

Que tal conhecer um pouco mais sobre uma das maiores vozes do samba e da MPB? Chega mais!

Até 19 de março de 2023

Quinta - Sexta - Sábado - Domingo

Das 11h às 17h

Grátis

“O mar serenou quando ela pisou na areia. Quem samba na beira do mar é sereia”. Clara Nunes, uma das maiores vozes da história do samba, ganha exposição com fotos inéditas que exploram a relação da artista com o Rio de Janeiro e a religiosidade afro-brasileira.

A mostra “Clara Nunes” está em cartaz no foyer da Escola do Olhar, dentro do MAR – Museu de Arte do Rio, até dia 19 de março. Os ingressos são totalmente gratuitos.

Com um legado que atravessa gerações, Clara Nunes ganha exposição no MAR- Museu de Arte do Rio
Créditos: Wilton Montenegro / Divulgação
Com um legado que atravessa gerações, Clara Nunes ganha exposição no MAR- Museu de Arte do Rio

A exposição é uma oportunidade para amantes do samba conhecerem mais da história desta grande intérprete, sua relação com a zona portuária do Rio, conhecida como Pequena África. As cerca de 50 obras são registros inéditos do fotógrafo Wilton Montenegro no Morro da Saúde, localizado na região, e com duas peças também inéditas de artistas contemporâneos: Pandro Nobã e Panmela Castro.

A peça de Nobã é uma instalação artística criada a partir de objetos e figuras relacionados à ancestralidade negra e à figura do preto velho, dialogando também com o imaginário do Jongo da Serrinha e das religiões de matriz africana. Já a obra de Panmela é um espelho onde o visitante poderá se ver no rosto de Clara Nunes.

A conexão de Clara Nunes com o Jongo da Serrinha, a Escola de Samba Portela, além de sua viagem à Angola, apresentam  uma visão ampla da trajetória da artista e de sua relação com a cultura afro-brasileira.

MAR apresenta fotos inéditas de Clara Nunes em nova exposição gratuita
Créditos: Giovanna Lanna
MAR apresenta fotos inéditas de Clara Nunes em nova exposição gratuita

A mostra tem curadoria de Marcelo Campos, Curador-Chefe do MAR, Amanda Bonan, Gerente de Curadoria do MAR e Marlon de Souza, Curador do Instituto Clara Nunes. Souza ressalta a importância da influência da Portela e do Jongo da Serrinha na trajetória musical e na religiosidade de Clara Nunes.

“Clara Nunes foi uma pessoa profundamente religiosa, de muita fé. Desde o início da década de 1970, possui vínculo com as religiões de matriz africana, frequentando o terreiro de Vovó Maria Joana na Serrinha, o de mãe Celina na Bahia e o da esposa de Barbosa do conjunto Nosso Samba, no Morro da Saúde. Nesse sentido, a relação de Clara com a Serrinha e também com a Portela é uma relação que ultrapassa a sua vida profissional”, comenta.

A mostra narra a trajetória da cantora a partir de fotografias de Wilton Montenegro
Créditos: Wilton Montenegro
A mostra narra a trajetória da cantora a partir de fotografias de Wilton Montenegro

Quem foi Clara Nunes?

Considerada uma das maiores vozes do samba e da MPB, Clara Nunes nasceu em 1942 em Paraopeba (MG). Após atuar como tecelã em Minas Gerais, Clara se mudou para Belo Horizonte e passou a cantar nas rádios locais. Em seguida, a cantora se mudou para o Rio de Janeiro, onde conheceu a Escola de Samba Portela. Na mesma época, Clara Nunes passou a ter contato com a cultura africana e se converteu à Umbanda.

A mudança para o Rio de Janeiro foi acompanhada de um enorme sucesso musical, com milhares de discos vendidos e a conquista da admiração do público. Com um legado que atravessa gerações, a cantora mineira morreu jovem com apenas 40 anos em abril de 1983, após complicações decorrentes de uma cirurgia.

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