Mulheres radicais ganham exposição coletiva na Pinacoteca de SP

Martha Araújo, 'Hábito/Habitante' (Habit/inhabitant), 1985, registro da performance, fotografia em preto e branco. Coleção da artista
Até
19
de novembro 2018
Domingo - Segunda - Quarta - Quinta - Sexta - Sábado
De quarta a segunda-feira, das 10h às 17h30, com permanência até às 18h
Por: Redação | Comunicar erro

Grandes artistas denunciavam a violência social, cultural e política sofridas entre os anos 1960 e 1985

De 18 de agosto a 19 de novembro, é possível viajar pela história da arte experimental feminina com cerca de 280 obras de 120 artistas em exposição no primeiro andar da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Nomeada “Mulheres Radicais: arte latino-americana, 1960-1985“, a mostra coletiva reúne fotografias, vídeos e pinturas de 15 países distintos, dando visibilidade à produção de grandes artistas do século XX — como Lygia Pape, Cecilia Vicuña, Ana Mendieta, Anna Maria Maiolino, Beatriz Gonzalez , Marta Minujín, entre outras.

Você pode visitar a exposição de quarta a segunda-feira, por R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia-entrada) – exceto aos sábados, que contam com entrada gratuita!

Marie Orensanz – Limitada, 1978/2013 – Fotografia em preto e branco, 35 × 50 cm
Crédito: Coleção de Marie Orensanz – cortesia de Alejandra von Hartz Gallery (Crédito da artista)Marie Orensanz – Limitada, 1978/2013 – Fotografia em preto e branco, 35 × 50 cm

O destaque da mostra se dá por seu recorte cronológico considerado decisivo para a história da América Latina, para a construção da arte contemporânea e para as transformações da representação simbólica e figurativa do corpo feminino.

As artistas escolhidas acreditam no corpo feminino como um campo político, a fim de enfrentar a densa atmosfera política e social de um período marcado pelo poder patriarcal e pelas atrocidades das ditaduras, que reprimiam sobretudo as mulheres, resultando em trabalhos que denunciavam a violência social, cultural e política da época.

"Edita (la del plumero), Panamá" por Sandra Eleta
Crédito: Sandra Eleta “Edita (la del plumero), Panamá” por Sandra Eleta

As mulheres radicais surgem na arte para consolidar, em âmbito mundial, o patrimônio estético criado por mulheres que usam do próprio corpo para aludir — indireta ou diretamente – as inúmeras dimensões da existência feminina.

Para a realização da mostra, as curadoras fizeram uma imensa pesquisa, desde 2010, que inclui viagens, entrevistas e análise de publicações em bibliotecas ao redor do globo.

Exposição na Pinacoteca
Crédito: Getty ImagesA Pinacoteca tem entrada gratuita aos sábados!

”Mulheres radicais: arte latino-americana, 1960-1985” tem organização de Hammer Museum, Los Angeles, como parte da Pacific Standard Time: LA/LA, uma iniciativa da Getty em parceria com outras instituições do Sul da Califórnia e teve curadoria das convidadas Cecilia Fajardo-Hill e Andrea Giunta.

Artistas participantes

Argentina
Maria Luisa Bemberg (1922–1995); Delia Cancela (1940); Graciela Carnevale (1942); Diana Dowek (1942); Graciela Gutiérrez Marx (1945); Narcisa Hirsch (Germany, 1928); Ana Kamien and Marilú Marini (1935 and 1954); Lea Lublin (Poland, 1929–1999); Liliana Maresca (1951–1994); Marta Minujín (1943); Marie Orensanz (1936;) Margarita Paksa (1933); Liliana Porter (1941); Dalila Puzzovio (1943); Marcia Schvartz (1955).

Brasil
Mara Alvares (1948); Claudia Andujar (Suíça, 1931); Martha Araújo (1943); Vera Chaves Barcellos (1938); Lygia Clark (1920–1988); Analívia Cordeiro (1954); Liliane Dardot (1946); Lenora de Barros (1953); Yolanda Freyre (1940); Iole de Freitas (1945); Anna Bella Geiger (1933); Carmela Gross (1946); Nelly Gutmacher (1941); Anna Maria Maiolino (Italy, 1942); Márcia X. (1959–2005); Wilma Martins (1934); Ana Vitória Mussi (1943); Lygia Pape (1927–2004); Letícia Parente (1930–1991); Wanda Pimentel (1943); Neide Sá (1940); Maria do Carmo Secco (1933); Regina Silveira (1939); Teresinha Soares (1927); Amelia Toledo (1926–2017); Celeida Tostes (1929–1995); Regina Vater (1943);

Chile
Gracia Barrios (1927); Sybil Brintrup and Magali Meneses (1954 and 1950); Roser Bru (Spain, 1923); Gloria Camiruaga (1941–2006); Luz Donoso (1921–2008); Diamela Eltit (1949); Paz Errázuriz (1944); Virginia Errázuriz (1941); Lotty Rosenfeld (1943); Janet Toro (1963); Eugenia Vargas Pereira (1949); Cecilia Vicuña (1948).

Colombia
Alicia Barney (1952); Delfina Bernal (1941); Feliza Bursztyn (1933–1982); María Teresa Cano (1960); Beatriz González (1938); Sonia Gutiérrez (1947); Karen Lamassonne (Estados Unidos, 1954); Sandra Llano-Mejía (1951); Clemencia Lucena (1945–1983); María Evelia Marmolejo (1958); Sara Modiano (1951–2010); Rosa Navarro (1955); Patricia Restrepo (1954); Nirma Zárate (1936–1999).

Costa Rica
Victoria Cabezas (Estados Unidos, 1950)

Cuba
Ana Mendieta (1948–1985); Marta María Pérez (1959); Zilia Sánchez (1928).

Estados Unidos
Judith F. Baca (1946); Barbara Carrasco (1955); Josely Carvalho (Brazil, 1942); Isabel Castro (Mexico, 1954); Ester Hernández (1944); Yolanda López (1942); María Martínez-Cañas (Cuba, 1960); Marta Moreno Vega (1942); Sylvia Palacios Whitman (Chile, 1941); Sophie Rivera (1938); Sylvia Salazar Simpson (1939); Patssi Valdez (1951).

Guatemala
Margarita Azurdia (1931–1998)

México
Yolanda Andrade (1950); Maris Bustamante (1949); Ximena Cuevas (1963); Lourdes Grobet (1940); Silvia Gruner (1959); Kati Horna (Hungary, 1912–2000); Graciela Iturbide (1942); Ana Victoria Jiménez (1941); Magali Lara (1956); Mónica Mayer (1954); Sarah Minter (1953–2016); Polvo de Gallina Negra (ativo 1983–93); Carla Rippey (Estados Unidis, 1950); Jesusa Rodríguez (1955); Pola Weiss (1947–1990); Maria Eugenia Chellet (1948).

Panamá
Sandra Eleta (1942)

Paraguai
Olga Blinder (1921–2008); Margarita Morselli (1952).

Peru
Teresa Burga (1935); Gloria Gómez-Sánchez (1921–2007); Victoria Santa Cruz (1922–2014).

Porto Rico
Poli Marichal (1955); Frieda Medín (1949).

Uruguai
Nelbia Romero (1938–2015); Teresa Trujillo (1937).

Venezuela
Mercedes Elena González (1952); Margot Römer (1938–2005); Antonieta Sosa (Estados Unidos, 1940); Tecla Tofano (Itália, 1927–1995); Ani Villanueva (1954); Yeni y Nan (ativo 1977–86).


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Tags: #Arte #exposições em sp #feminismo #Mulheres Inspiradoras
Autor: Por: Redação
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