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Festival Afro e Indígena enaltece as raízes da música brasileira

Brisa Flow, Gabriellê, Katú Mirim e Toinho Melodia são algumas das atrações desse evento lindo e necessário. Saiba tudo:

Por: Redação

Nos dias

06/05 - 13/05
20/05

2021

A partir das 19h

Recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência não informados

Com a missão de valorizar as sonoridades das culturas negra e indígena, vem ao mundo a primeira edição do FAI – Festival Afro e Indígena. O evento tem a forma de um documentário musical e foi idealizado pelos músicos e produtores Fabricio Mascate e Phil Lima.

Essa lindeza é transmitida de graça nos dias 6, 13 e 20 de maio, a partir das 19h, no Youtube. Bora saber mais?

Festival Afro e Indígena
Crédito: Divulgação | divulgação | Merylin Esposi | divugaçãoFestival Afro e Indígena reescreve histórias através da música de feras como Gabriellê, Katú Mirim, Brisa Flow e Toinho Melodia

O documentário entrelaça apresentações musicais com entrevistas, nas quais os artistas refletem sobre as suas trajetórias musicais, a arte e as culturas negra e indígena, bem como as vivências no isolamento social durante a pandemia.

Um dos destaques é Toinho Melodia, que, aos 71 anos, é considerado um dos maiores compositores de samba de São Paulo. Isso porque, ao longo de sua carreira, ele passou por diversas escolas de samba da cidade.

Em 2020, o sambista se reinventou ao lançar o projeto “Toinho Dub”, no qual se encontra com o reggae jamaicano. Ele regravou alguns dos seus sambas clássicos com a batida do dub. Incrível, não?

Outra atração é Katú Mirim, indígena da etnia Boe Bororo, rapper, cantora, compositora, atriz e ativista. Ela vem para afrontar quem ainda tem uma visão colonial sobre o mundo, pois suas letras recontam a história da colonização pela ótica indígena.

Ela trata de questões como a demarcação de terras, o indígena no contexto urbano, o resgate da identidade e memória, o uso indiscriminado da cultura indígena e o racismo.

Com uma estética própria, a cantora e compositora ameríndia Brisa Flow conecta em seus trabalhos as questões da terra, da espiritualidade e da ancestralidade. Na música “Jogadora Rara”, por exemplo, ela faz uma crítica com tom de deboche ao mercado da arte e da música, que costuma excluir mulheres.

A programação do Festival Afro e Indígena ainda conta com o som poderoso de Edivan Fulni-ô, Gabriellê e Miranda Caê. O documentário musical também reúne reflexões de duas figuras bem importantes: o professor, ativista e integrante da Uneafro Douglas Belchior e Sonia Barbosa Ara Mirim, uma liderança do povo Guarani Mbya, da terra indígena de Jaraguá.

Todos os shows e entrevistas foram gravados de forma remota, devido às restrições do isolamento social. E, como não poderia ser diferente, a contratação da equipe de produção do evento priorizou profissionais negros e indígenas.

Tem vários outros rolês incríveis para curtir dentro de casa: