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Festival Escola do Samba celebra tradições afro-brasileiras

Histórias, ritmos e poesias oriundas de comunidades negras moldam esta websérie sobre o samba paulista!

Por: Redação

Até 21 de agosto de 2021

Sábado

Sempre às 21h

Recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência não informados pelo próprio organizador do evento

Quem não perde uma chance de cair em uma boa roda de samba precisa assistir ao Festival Escola do Samba, que acaba de ganhar uma versão online diferentona, em formato de websérie. São seis episódios inéditos, cada um deles com 52 minutos de duração, que registram a pluralidade e as composições autorais desse gênero afro-brasileiro.

E você pode acompanhar tudo isso de graça entre os dias 17 de julho e 21 de agosto, no canal da Kalakuta Produções no Youtube. Os episódios são disponibilizados sempre aos sábados, a partir das 21h.

Festival Escola do Samba
Crédito: Milena Heluana - Baobá ComunicaçãoMestra Dofona é destaque no Festival Escola do Samba

A websérie reúne várias histórias sobre esse ritmo, contadas por meio em depoimentos e cantorias versadas por importantes protagonistas dos batuques de matrizes africanas em São Paulo.

A curadoria é assinada pelo compositor e capoeirista Dinho Nascimento; pelo músico e pesquisador Paulo Dias, que também é presidente da Associação Cultural Cachuera!; e pelo artista e documentarista João Nascimento, diretor da Cia Treme Terra.

O primeiro episódio estreia dia 17 de julho e conta com a participação da Mestra Dofona, que é candomblecista, capoeirista, educadora e batuqueira, formada na cultura de rua. Ela aprendeu samba batucando nas panelas, nas rodas de capoeira e nos terreiros, tornando-se uma das principais referências na tradicional manifestação do samba de roda.

Festival Escola do Samba
Crédito: Milena Heluana - Baobá ComunicaçãoSambilê é o grupo anfitrião do festival

O grupo Batuque de Umbigada Mestre Herculano é convidado do segundo episódio, no dia 24. O coletivo tem a missão de manter viva a tradição banto-africana do batuque de umbigada viva, desenvolvida em São Paulo, na cidade de Tietê, há mais de 200 anos.

Já Mestre Herculano, que faleceu em 2018,  foi uma liderança importante para o movimento afro-brasileiro e um dos maiores tambuleiros da história do batuque, herança deixada para sua família e comunidade, representadas por Daniela de Souza, Karine e Robinho no festival.

Quem comanda a roda de samba e compartilha sua sabedoria no dia 31 de julho é a carioca Mestra Jociara, acompanhada pelo baiano Madjah. Fundadora do Grupo de Jongo Filhos da Semente (de Indaiatuba, SP), ela aprendeu a tradição com seu pai, o Mestre Tio Juca, em Barra do Piraí, no RJ.

Crédito: Milena Heluana - Baobá ComunicaçãoMestra Jociara e Madjáh são convidades do terceiro episódio da série

Para quem não conhece, o Jongo é uma dança praticada ao som de tambores que faz parte do patrimônio cultural brasileiro desde 2005. A tradição era praticada por escravos em plantações de cana-de-açúcar e café no Vale do Rio Paraíba, entre os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

O quarto episódio, no dia 7 de agosto, é protagonizado pelas paulistas Raquel Tobias e Roberta Oliveira. A primeira integra a Ala dos Compositores do Samba da Vela e tem se destacado nas comunidades da zona sul; já a segunda tem em seu canto referências das cantigas dos terreiros de umbanda e candomblé.

O Sambilê, grupo anfitrião do Festival Escola do Samba, é atração do quinto episódio, no dia 14 de agosto. Também conhecido como Samba do Ilê, o coletivo surgiu em 2008 para acompanhar os artistas que participam do evento. Essa comunidade de instrumentistas e cantores é formada por feras como Edú Batata, Tiago Trindade, Pedrão do Morro do Querosene, Bira Nascimento, Koke Guimarães e João Nascimento.

Já o sexto e último episódio, no dia 21 de agosto, convida o cantor, compositor, dançarino e capoeirista maranhense Tião Carvalho. Ele é especialista em danças e festividades populares e criou o Grupo Cupuaçu. Com raízes no Tambor de Crioula e batuques maranhenses, deu início à festa de Bumba Meu Boi no Morro do Querosene em São Paulo

Um pouquinho de história…

O Festival Escola do Samba surgiu em 2008, no Morro do Querosene, em São Paulo, promovido pelo Instituto Nação. O objetivo sempre foi fomentar e difundir o samba como ferramenta cultural de transformação social.

De lá para cá, o evento propiciou encontros de troca e acolhimento entre a comunidade e músicos, sempre homenageando importantes sambistas e comunidades tradicionais que mantêm vivas as expressões culturais afro-brasileiras e diaspóricas.

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