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‘Mostra Internacional de Cinema de São Paulo’ exibe 198 filmes online

Não perca a chance de assistir produções de 71 países diferentes! Confira a programação:

Por: Redação
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Até 04 de novembro de 2020

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24 horas

Recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência não informados pelo próprio organizador do evento

Cinéfilos, preparem-se! A 44ª “Mostra Internacional de Cinema de São Paulo” acontece de maneira inédita: a maior parte da sua programação fica disponível online. Mas, atenção: acontecem algumas exibições no Belas Artes Drive-In e no Cinesesc Drive-in, em SP (confira mais detalhes abaixo).

Mostra Internacional de Cinema São Paulo
Crédito: Jia ZhangKeA arte do cartaz é do diretor chinês Jia ZhangKe, que fotografou o acendedor de incensos de Fenyang executando sua nobre função para o deus da literatura

O evento é uma verdadeira maratona. Entre 22 de outubro e 4 de novembro, os apaixonados por cinema têm a chance de assistir a 198 filmes, vindos de 71 países… E tem boas opções para todos os gostos!

A seleção do evento reúne um amplo apanhado da produção cinematográfica contemporânea, além de apresentar tendências, temáticas, narrativas e estéticas. As obras são dividas em quatro categorias: “Perspectiva Internacional”, “Competição Novos Diretores”, “Mostra Brasil” e “Apresentação Especial”.

  • “Mostra Internacional de Cinema de São Paulo” online

A programação virtual do evento fica disponível na plataforma Mostra Play e cada filme custa R$ 6.

Ah! As plataformas Spcine PlaySesc Digital dão acesso gratuito a 30 títulos e o site do Itaú Cultural exibe gratuitamente cinco longas-metragens nacionais premiados em edições anteriores do festival – confira aqui.

Para garantir a qualidade da transmissão, a Mostra escolheu trabalhar com as empresas Festival Scope e Shift72, que se uniram na pandemia e foram responsáveis pelas edições online dos festivais de Toronto (Canadá) e Tribeca (EUA) e pelo Mercado de Cannes (França).

O que assistir?

Se quiser valorizar a produção nacional, pode comemorar: 36 filmes são brasileiros. O catálogo reúne tanto títulos de cineastas consagrados (a), como a Lúcia Murat e o Beto Brant , quanto de estreantes, como Marcelo Brennand, Luciana Mazeto e Vinícius Lopes. Você pode conferir todos neste link.

Um dos destaques brasileiros é a homenagem póstuma ao diretor e escritor Fernando Coni Campos (1933-1988). O público consegue ver os longas “Viagem ao Fim do Mundo” (1968), “Ladrões de Cinema” (1977) e “O Mágico e o Delegado” (1983) – vencedor do prêmio de Melhor Filme no Festival de Brasília.

O documentário “Entre Nós, Um Segredo” (2020), uma coprodução Brasil, México e Burkina Faso, explora a história do Mali. A direção é de de Beatriz Seigner e Toumani Kouyaté.

Entre Nós, Um Segredo
Crédito: Reprodução“Entre Nós, Um Segredo” é um dos representantes nacionais da Mostra

Na trama, em 2014, Toumani Kouyaté, que vivia no Brasil, foi surpreendido pela convocação do avô para retornar com urgência ao Mali, junto a mais de 40 cidadãos malineses, para ouvi-lo contar uma última história. Seu avô sentia a morte se aproximar e precisava passar segredos da nação para a linhagem de djélis mais jovens, para que eles seguissem com a tradição. A cultura oral, vista como um dos maiores tesouros do Estado, capaz de protegê-lo de guerras e crises, é também um importante componente social e político que precisa de continuidade.

Outro nacional de destaque é “Todos os Mortos” (2020), de Marco Dutra e Caetano Gotardo – uma coprodução Brasil e França.

Todos os Mortos, Mostra Internacional de Cinema de São Paulo
Crédito: ReproduçãoCena de “Todos os Mortos”

A história acontece em São Paulo, em 1899, poucos anos depois da abolição da escravidão. As três mulheres da família Soares, antigas donas de terras e escravos, acabam de voltar para a capital paulista. Perdidas após a morte de sua última criada, elas tentam se adaptar às mudanças no Brasil. Ao mesmo tempo, a família Nascimento, que trabalhava como escrava na fazenda dos Soares, agora se depara com uma sociedade na qual não há espaço para os negros recém-libertos.

Entre os internacionais, vale prestar atenção nos dois filmes de Ai Weiwei, dissidente político e um dos principais artistas contemporâneos. O documentário “Coronation” (2020) registra a resposta militarizada e brutalmente eficiente do governo para controlar o vírus em Wuhan: os amplos hospitais de campanha erguidos em questão de dias, os 40 mil médicos e enfermeiros trazidos de ônibus de toda a China, além dos moradores locais, que permaneceram em casa.

Já em “Vivos” (2020) Ai Weiwei retrata o impacto da permanente crise de desaparecimentos forçados no México. Na noite de 26 de setembro de 2014, um grupo de estudantes da Escola Normal Rural Raúl Isidro Burgos, do povoado de Ayotzinapa, em Guerrero — estado mexicano fortemente afetado pelo tráfico de drogas—, viajava de ônibus pela cidade de Iguala, onde foram brutalmente atacados por forças policiais e outros agressores mascarados. No decorrer da noite, seis pessoas foram mortas, dezenas ficaram feridas e 43 estudantes desapareceram.

Vivos, Ai Weiwei
Crédito: Reprodução“Vivos” é mais um documentário de Ai Weiwei exibido no evento

Também é possível conferir o vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim. ” Não Há Mal Algum” (2020), dirigido pelo iraniano
Mohammad Rasoulof, aborda a questão da pena de morte.

Não Há Mal Algum, Mostra Internacional de Cinema de São Paulo
Crédito: Reprodução“Não Há Mal Algum” é um dos longas da 44ª “Mostra Internacional de Cinema de São Paulo”

No Irã, quatro homens precisam tomar uma decisão impensável, mas, ao mesmo tempo, simples. Essa escolha vai transformar de maneira corrosiva, direta ou indiretamente seus relacionamentos e a vida de cada um. As quatro histórias são variações de temas cruciais ao redor de questões morais e da pena de morte, e que questionam até que ponto a liberdade individual pode ser expressa sob um regime tirânico e suas ameaças aparentemente incontornáveis.

Tem mais premiados na seleção da “Mostra Internacional de Cinema de São Paulo”. “Miss Marx” (2020), de Susanna Nicchiarelli, foi eleito o Melhor Filme pela Associação Italiana de Cineclubes no Festival de Veneza.

Miss Marx
Crédito: Reprodução“Miss Marx” é um dos destaques da Mostra

O longa ficcional conta a história de Eleanor, filha mais nova de Karl Marx. Ela está entre as primeiras mulheres a vincular feminismo e socialismo, e participa ativamente das reivindicações das trabalhadoras pelos direitos das mulheres e pela abolição do trabalho infantil. Em 1883, porém, Eleanor conhece Edward Aveling e sua vida é destruída por uma apaixonada, mas trágica história de amor.

  • Quer sair um pouco de casa? Então assista a alguns filmes no esquema drive-in!

Olha que boa notícia para quem quer dar um rolê com segurança: o Belas Artes Drive-In exibe 24 filmes da “Mostra Internacional de Cinema de São Paulo”. Lembrando que essa sala ao ar livre não funciona às segundas-feiras.

Quer se programar para assistir a esses filmes? Então veja a programação completa neste link. Aproveite e descubra quais produções estão na programação do Cinesesc Drive-In, que envolve cinco títulos.


#DicaCatraca: sempre lembre de usar a máscara de proteção, andar com álcool em gel e sair de casa somente se necessário! Caso pertença ao grupo de risco ou conviva com alguém que precise de maiores cuidados, evite passeios presenciais. A situação é séria! Vamos nos cuidar para sair desta pandemia o mais rápido possível. Combinado? ❤


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