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Retrospectiva do Cinema Brasileiro exibe os imperdíveis de 2021 🎬

A tradicional mostra do Cinesesc acontece em formato híbrido e tem um programa especial sobre a Semana de 22

Por: Redação

Amantes de cinema, preparem-se para um dos eventos mais aguardados do ano! A tradicional Retrospectiva do Cinema Brasileiro, realizada há 22 anos pelo Cinesesc, ganha uma edição híbrida com mais de 40 filmões lançados comercialmente entre dezembro de 2020 e novembro de 2021.

Doutor Gama
Crédito: Pedro Iglesias - reprodução/ Filme Doutor Gama“Doutor Gama” é um dos destaques do evento

Anote na agenda: entre os dias 9 e 30 de dezembro, você tem a chance de ver – ou rever – várias preciosidades, incluindo produções premiadas. Para quem estiver com saudade de uma tela grande, os ingressos no CineSesc custam R$ 15 (meia-entrada) e R$ 30 (inteira) e ficam disponíveis neste link aqui.

Também há uma programação gratuita na plataforma Sesc Digital a partir do dia 10 de dezembro.

Um dos destaques do evento é o queridinho “Pacarrete” (2020), de Allan Deberton, estrelado por Marcélia Cartaxo. A atriz coleciona bons papéis no currículo, incluindo Macabéa, a protagonista do livro “A hora da estrela”, de Clarice Lispector, que virou filme em 1985, com direção de Suzana Amaral.

Vencedor do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de Melhor Filme, “Pacarrete” conta a delicada história de uma bailarina idosa, considerada louca, que vive em Russas, no interior do Ceará. Na véspera da festa de 200 anos da cidade, ela decide fazer uma apresentação de dança como presente para o povo. Mas parece que ninguém se importa.

Outro imperdível da Retrospectiva do Cinema Brasileiro é o documentário “Babenco – Alguém Tem Que Ouvir o Coração e Dizer: Parou” (2020), de Bárbara Paz. O longa foi indicado pelo Brasil para disputar uma vaga na categoria de melhor filme internacional no Oscar 2021 e venceu as estatuetas de Melhor Documentário no Festival de Veneza e – Bisato D’Oro 2019 – Prêmio da crítica Independente no Festival de Veneza.

A obra apresenta as memórias, amores, reflexões, intelectualidade e a frágil condição de saúde de Hector Babenco. A união de tudo isso revela como o amor do cineasta pela sétima arte o manteve vivo por tantos anos.

Em “Valentina” (2021), de Cássio Pereira dos Santos, os espectadores acompanham as dificuldades e receios de uma adolescente trans de 17 anos em uma cidade no interior de Minas Gerais. Com medo de ser intimidada na nova escola, a garota busca mais privacidade e tenta se matricular com seu novo nome. No entanto, a menina e a mãe começam a ter problemas quando a escola pública local começa a exigir, de forma injusta, a assinatura do pai ausente para realizar a matrícula.

Que tal aproveitar o evento para conhecer a história de Luiz Gama, o primeiro advogado negro? Ele utilizou as leis e os tribunais para libertar mais de 500 escravos e se tornou uma das figuras mais importantes da história brasileira. Para saber mais, assista “Doutor Gama” (2021), de Jeferson De.

Outra sensação de 2021 foi o documentário “Alvorada”, de Anna Muylaert e Lô Politi. Ao longo de 90 minutos, é possível acompanhar um pouco do dia a dia de uma chefe de estado em sua residência oficial. As cineastas registraram a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Alvorada no período mais tenso e dramático da história recente do Brasil: o processo de impeachment.

Para os interessados e interessadas na programação online, também separamos algumas dicas. O documentário “Proibido Nascer no Paraíso” (2021), de Joana Nin, aborda uma situação, no mínimo, estranha.

Desde 2004, as mulheres de Fernando de Noronha (PE) são forçadas a se afastar de casa para terem seus bebês, pois o único hospital local não está preparado para realizar partos. A proibição coincide com a explosão do turismo na ilha e gera conflito entre empresários e aqueles que têm direito à terra.

Entre as ficções, uma boa pedida é “Mulher Oceano” (2020), de Djin Sganzerla. Na trama, uma escritora brasileira se muda para Tóquio para escrever o novo romance. Ela é instigada por suas experiências no Japão e por uma das últimas cenas que presenciou no Brasil: uma nadadora de travessia oceânica rasgando o horizonte.

Djin Sganzerla é filha de dois ícones do cinema marginal: a atriz Helena Ignez e cineasta Rogério Sganzerla. Esse movimento da contracultura durou de 1968 a 1973 e propunha um diálogo entre o classicismo hollywoodiano e as chanchadas.

Semana de 22

A 22ª Retrospectiva do Cinema Brasileiro também celebra o centenário da Semana de Arte Moderna de 22. A faixa especial “Diversos 22 – Novas Percepções” reúne títulos que questionam os padrões culturais vigentes e colocam em debate nossa identidade nacional, criando uma espécie de diálogo com o espírito disruptivo dos artistas modernistas. Esses filmes são exibidos apenas no Cinesesc.

No programa especial está o longa “Um Animal Amarelo” (2020), de Felipe Bragança, sobre um cineasta falido que mergulha em uma jornada entre Brasil, Portugal e Moçambique em busca de pistas sobre o passado violento de seu avô.

O trabalho ganhou cinco prêmios no Festival de Gramado: Melhor Atriz, Melhor Ator, Melhor Direção de Arte, Melhor Roteiro e Melhor Filme.

Do potente encontro entre o o xamã Davi Kopenawa Yanomani e o diretor Luiz Bolognesi surgiu o filme “A Última Floresta” (2021). A obra revela a luta de um gupo Yanomani para manter vivos os espíritos da floresta e as tradições, enquanto a chegada de garimpeiros traz morte e doenças para a comunidade.

Viu como a programação do Retrospectiva do Cinema Brasileiro é bastante diversa? E essa é só uma pequena amostra do evento! Para não perder nadinha, fique ligado(a) no site do Cinesesc e na plataforma Sesc em Casa.

Aproveite e explore as produções audiovisuais brasucas em outros serviços de streaming:

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