No Pará, dinheiro velho vira adubo

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Cédulas de real velhas, que seriam incineradas ou mandadas para lixões e aterros, ganharam um destino mais ecologicamente correto no Pará.

Arnaldo Alves/ ANPr
Propriedade rural em Campo Largo, no Pará

Graças a um convênio com o Banco Central, notas de papel-moeda picotadas são transformadas em adubo a partir de uma técnica de compostagem pioneira no país, desenvolvida pelo Instituto Socioambiental e Recursos Hídricos da UFRA (Universidade Federal Rural da Amazônia).

Para chegar ao adubo, é feita uma mistura de 10% de cédulas trituradas, 50% de capim ou palha e 40% de restos de frutas e verduras.

No ano passado, a doação de cerca de 1 milhão de cédulas fragmentadas foram a matéria-prima para a produção de uma tonelada de adubo orgânico para pequenos produtores rurais do município de Capitão Poço (PA), contribuindo com a geração de renda dessas famílias.

Segundo o professor Carlos Costa, coordenador do projeto, afirmou ao site “Diário Online”, análises laboratoriais mostram que há baixa concentração de metais pesados nessas notas, e, por isso, não são poluentes.

“Grande parte dos elementos são perdidos na manipulação das cédulas em circulação, e o restante, mínimo, sai no chorume ou volatiza durante a compostagem”, afirma.

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