2 milhões de pessoas pedem justiça a João Pedro em petição

Ação gira em torno de abaixo-assinado criado nos EUA e traduzido no Brasil

Crédito: Divulgação/Change.orgPetição foi criada nos Estados Unidos e alcançou repercussão mundial com postagem de Viola Davis no Twitter

Um abaixo-assinado que pede justiça ao adolescente João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, morto durante operação policial no Rio de Janeiro no dia 18 de maio, atingiu 2 milhões de assinaturas na tarde desta quarta-feira, 3. Somente nas últimas 24 horas, quase meio milhão de pessoas se juntaram à causa, na esteira do movimento global #BlackLivesMatter, ou em português #VidasNegrasImportam, em referência às vítimas do racismo em todo o mundo.

A petição foi criada nesta quinta-feira, 28, nos Estados Unidas, e compartilhada no Twitter, neste domingo, 31, pela atriz americana Viola Davis. Outra celebridade internacional que postou e assinou o manifesto foi a atriz e modelo britânica Jameela Jamil. “Assinado e retuitando, faça o mesmo para trazer justiça a esse menino. O racismo e a brutalidade policial não são apenas um problema americano”, enfatizou Jameela em sua conta no Twitter.

O abaixo-assinado segue aberto na Change.org e não para de crescer. O caso aconteceu há mais de duas semanas e voltou a ser alvo de protestos com as ações do #BlackLivesMatter. Nesta terça, 2, João Pedro, assim como George Floyd, ex-segurança negro asfixiado em abordagem policial nos Estados Unidos, foi lembrado pela campanha “blackout tuesday”, que promoveu um “apagão” nas redes sociais em homenagem às vítimas.

A petição cobra o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, pelo que chama de “escalada nos assassinatos da polícia”, ressaltando que em 2019 os policiais cariocas mataram 1.814 pessoas; um recorde. “As vítimas são, principalmente, jovens negros”, destaca o texto do abaixo-assinado, que se baseou em uma reportagem internacional sobre a violência no RJ.

Ao final, o autor do abaixo-assinado pede que o manifesto seja espalhado e alcance justiça para João Pedro e a outras vítimas de ações ilegais da polícia. “Exigimos que  os policiais envolvidos sejam identificados e responsabilizados penalmente”, clama.

O caso João Pedro

O adolescente João Pedro foi atingido por um tiro de fuzil durante uma operação das polícias Civil e Federal no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo informações divulgadas, ele foi baleado dentro de casa, enquanto brincava com os primos. As paredes do imóvel ficaram repletas de marcas de tiros.

Familiares passaram horas sem notícias do adolescente. Depois de inúmeras buscas, conseguiram localizar o corpo da vítima no Instituto Médico Legal (IML) de São Gonçalo.

O caso segue em investigação pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí. A pedido da Defensoria Pública, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP/RJ) também abriu um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para apurar a ocorrência.

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