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Após 6 meses, prevalece a pergunta: quem matou Marielle Franco ?

Anistia Internacional convoca twittaço às 14h em busca de respostas sobre a morte de Marielle Franco e Anderson Gomes

Por: Redação | Comunicar erro
Marielle Franco
Crédito: Fernando Frazão/Agência BrasilPasseata em homenagem à vereadora Marielle Franco, e seu motorista Anderson Pedro Gomes, no centro da cidade 

Seis meses após o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, pouco se sabe a respeito do crime que expôs ao mundo o lado menos cordial do brasileiro. Diante da barbárie que coloca o país entre os mais violentos do mundo, o caso evoca perguntas sem respostas, em meio à sensação de injustiça e impunidade.

Em entrevista ao Uol, a mãe da parlamentar lamentou o ocorrido. “É difícil deitar na cama e imaginar o porquê dessa barbaridade. Eu sei que não criei uma filha para ser odiada, para fazer mal a ninguém. Como eu posso dormir em paz enquanto tiver esse questionamento?”. Segundo o interventor federal na segurança pública do Rio de Janeiro, o general Walter Braga, o crime será solucionado até o fim deste ano.

Entre os possíveis culpados, ex-policiais, milicianos e um vereador carioca, Marcello Siciliano (PHS), foram apontados pela investigação.  Os deputados estaduais do Rio de Janeiro Paulo Mello, Edson Albertassi e Jorge Picciani , este ex-presidente da Câmara, todos do MDB, também são investigados pela Polícia Civil sob acusação de serem os mandantes do crime.

Anistia Internacional cobra respostas do Estado 

Nesta sexta-feira, 14, a Anistia Internacional lança uma campanha na internet, por meio de um twittaço que acontecerá às 14h, cobrando respostas das autoridades na rede social. E nas ruas do Rio de Janeiro, uma tela de LED 360º de 5 metros, instalada em um caminhão, passará mensagens de protesto em frente a instituições públicas e da Justiça criminal no Rio.

Campanha realizada no Rio de Janeiro cobra explicações das autoridades nesta sexta-feira, 14 de setembro

A Anistia reforça o pedido de apoio à petição de urgência das investigações do assassinato, a responsabilização dos envolvidos, proteção das testemunhas e garantias de que haverá o julgamento do caso. “Estamos vivendo um contexto de violência recorrente contra defensores de direitos humanos no Brasil. O padrão de resposta das autoridades tem sido de não investigação e impunidade de crimes cometidos contra defensoras e defensores de direitos humanos. Nós temos o poder de fazer pressão para que este crime não fique sem resposta”, ressalta o documento

O documento é destinado ao ministro da Justiça, Torquato Jardim, o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, general Richard Fernandez Nunes, o chefe da da Polícia Civil do estado, Rivaldo Barbosa, o procurador-geral do Ministério Público (do Rio), Eduardo Gussem, à procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Macedo Duprat, e ao general Walter Souza Braga Netto, responsável pela intervenção federal na segurança no Rio.

Relembre o caso 

Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes foram assassinados quando deixavam um evento político-cultural, no bairro de Estácio, no centro do Rio de Janeiro, no dia 14 de março.

Em julho, a Delegacia de Homicídios (DH) prendeu os dois suspeitos. Os dois são acusados de integrar a quadrilha do miliciano Orlando Oliveira Araújo, conhecido como Orlando de Curicica, atualmente preso na penitenciária federal de Mossoró (RN).

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