Atrizes de Hollywood criam movimento contra assédio sexual

Time's Up é formado por Cate Blanchett, Ashley Judd, Natalie Portman e Meryl Streep, entre outras trabalhadoras do mundo do entretenimento

Por: Redação Comunicar erro

“Não há mais silêncio. Não há mais espera. Não há mais tolerância para discriminação, assédio ou abuso.” As afirmações fazem parte do manifesto do movimento Time’s Up, ou “o tempo acabou”.

Crédito: Paul Drinkwater/NBCA atriz Meryl Streep durante a cerimônia dos Globos de Ouro de 2017

Criado por mais de 300 atrizes, diretoras, escritoras, agentes e outras trabalhadoras do mundo do entretenimento de Hollywood, ele foi lançado nesta segunda-feira, dia 1º, e se anuncia como uma iniciativa que vai lutar contra a “desigualdade sistêmica e a injustiça no local de trabalho”.

Entre os membros do Time’s Up estão as atrizes Cate Blanchett, Ashley Judd, Natalie Portman e Meryl Streep, a presidente da Universal Pictures, Donna Langley, a escritora feminista Gloria Steinem, a advogada e ex-chefe de gabinete de Michelle Obama Tina Tchen, e uma das presidentes da Nike Foundation, Maria Eitel.

Para executar as mudanças práticas e ambiciosas a que o movimento se propõe, como melhorar leis, contratos de trabalho e políticas corporativas, além de oferecer apoio legal subsidiado a pessoas vítimas de assédio, agressão ou abuso em seu local de trabalho foi criada uma campanha de arrecadação coletiva que, em 12 dias, já bateu US$ 13,7 milhões (cerca de R$ 45,3 milhões) _ a meta é chegar aos US$ 15 milhões.

As alterações terão como alvo principalmente os setores com menos glamour, mais fragilizados e onde os salários são mais baixos, como no caso de trabalhadores domésticos, garçonetes e trabalhadores de fábricas e da agricultura.

No texto, elas afirmam que têm como compromisso “fazer com que nossos lugares  de trabalho sejam responsáveis, impulsionando mudanças rápidas e efetivas para que a indústria do entretenimento seja um lugar seguro e equitativo para todos”.

O manifesto está disponível no site da iniciativa e foi divulgado em anúncios de página inteira de jornais de grande circulação como o “The New York Times” e o “La Opinión”, segundo informações da agência France Presse,

Nele, apontam o principal problema ligado ao assédio _ seja nos EUA, seja no Brasil: a impunidade. “O assédio persiste com frequência porque os agressores e os empregadores nunca enfrentam nenhuma consequência.”

O site do Time’s Up contém orientações sobre como relatar um caso de assédio e obter ajuda. Também reúne números acerca do tema nos EUA, como o de que 1 em cada 3 mulheres de 18 a 34 anos foram assediadas sexualmente no trabalho. No entanto, 71% dessas mulheres disseram não ter denunciado o assédio.

As atrizes participantes do movimento convocaram as mulheres a usarem preto na cerimônia de entrega dos Globos de Ouro que acontecerá no próximo domingo, dia 7, como uma forma de protesto.

  • Um site tem ajudado os espectadores a saber se algum dos atores e equipe técnica de filmes e séries já foi acusado de assédio sexual ou abuso. Confira nessa matéria do Catraca Livre.
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