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Aula sobre fascismo em ‘Malhação’ viraliza em época eleitoral

Internautas relacionaram o tipo de governo ao do candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL)

Por: Redação
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Crédito: Reprodução/TV GloboCena de aula sobre fascismo em Malhação viraliza na época das eleições

Desde o fim da última semana, uma cena de “Malhação – Vidas Brasileiras” exibida em 21 de março de 2018 na Globo, viralizou nas redes sociais, pelo fato de exibir uma aula da professora Gabriela, vivida por Camila Morgano, ensinando o que é fascismo aos seus alunos.

Na trama, a educadora explicou de forma didática o que significa o sistema político totalitário, fazendo com que uma parcela dos eleitores brasileiros relacionassem o tipo de governo ao do candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) – e primeiro colocado nas eleições para presidente.

No Facebook, por exemplo, a sequência já rendeu mais de 1,5 milhão de visualizações, enquanto no Twitter, o post acumulou mais de 530 mil acessos.

Para quem não viu, a aula começou depois que Pérola (Rayssa Bratillieri) foi chamada por colegas de “ladra” após o pai dela, Eduardo Mantovani (Edson Celulari), ser preso por corrupção.

Gabriela se sentiu na obrigação de ajudar na orientação dos alunos. “Não dá para acusar e agredir uma colega como vocês fizeram com a Pérola ontem”, disse ela. Entretanto, o debate não foi tão simples assim. Hugo (Leonardo Bittencourt) a rebateu dizendo que ela estava defendendo corrupto.

Neste momento, então, Talíssia o chamou de fascista: “Hugo, cala essa boca, seu fascista ridículo! Você quer um livro de História? Eu posso te dar um livro, se você quiser!”.

A professora, por sua vez, deu bronca nos dois pela discussão e levou a turma para o pátio da escola para ensinar o significado da palavra ‘fascismo’.

“O fascismo é uma conduta política extremamente autoritária que usa a violência no lugar do diálogo. Pode variar de acordo com a época e o lugar, mas tem características que vão se repetir […] Essa conduta cresce em tempos de crise. Por quê? Porque os fascistas geralmente inventam um inimigo comum para levar a culpa da crise. Portanto, esse inimigo comum deve ser destruído, exterminado. E prestem atenção, porque é assim que eles estimulam a violência e a falta de diálogo”, explicou.

Gabi também lembrou o ditador nazista Adolf Hitler e contou sobre a perseguição a judeus, gays, artistas e comunistas, entre outros grupos que não se adequavam ao “padrão ariano” do sistema totalitário alemão.

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