6º DH Fest tem show na faixa de Tom Zé, mostra de cinema, teatro e muito mais!

Evento celebra os Direitos Humanos com programação espalhada por vários espaços da cidade

Prepare-se para viver uma programação de responsa e 100% gratuita na 6ª edição do DH Fest – Festival de Cultura e Direitos Humanos, que ocupa diversos espaços em São Paulo, de 29 de julho a 3 de agosto. Não dá pra perder!

Organizado pelo Instituto Vladimir Herzog e a Pardieiro Cultural, esse rolezão discute o tema “Futuros em disputa: quem tem direito ao amanhã?”, com eventos que incluem uma mostra de cinema sobre direitos humanos, debate com escritores, shows no Largo da Misericórdia e teatro no Centro Cultural São Paulo.

Logo na abertura do evento, você assiste à pré-estreia do documentário “Anistia 79” (2026), de Anita Leandro, no Cine Reserva Cultural, no dia 29 de julho, às 19h, com um super coquetel antes da sessão. O longa-metragem tem como ponto de partida registros filmados por exilados brasileiros durante a Conferência Internacional pela Anistia no Brasil, realizada em Roma, em junho de 1979.

Tom Zé e outros nomes de peso fazem show gratuito no Largo da Misericórdia, no 6º DH Fest
Tom Zé e outros nomes de peso fazem show gratuito no Largo da Misericórdia, no 6º DH Fest - André Conti / Divulgação

As imagens, feitas nesse que pode ser considerado o maior encontro da esquerda brasileira no exterior, retomam o debate sobre a manutenção do aparato repressivo da Ditadura Civil Militar em nosso país e a impunidade dos torturadores.

Mais destaques do DH Fest

A mostra de cinema segue durante o festival em outras salas da cidade, como o Centro Cultural São Paulo (CCSP),  o Cine Nave e o Espaço Petrobrás de Cinema, trazendo uma seleção de longas e curtas-metragens que abordam temas como memória histórica, anistia, povos originários, migração, educação, infância, juventude, ecologia, territórios urbanos, violência institucional e disputas políticas.

O doc. “Anistia 79”, de Anita Leandro, tem sua pré-estreia no 6º DH Fest
O doc. “Anistia 79”, de Anita Leandro, tem sua pré-estreia no 6º DH Fest - Velso Ribas / Divulgação

Três destaques são os docs. “Arquivo Vivo” (2026), de Ana Carvalho e Vincent Carelli, sobre a devolução de imagens do acervo Vídeo nas Aldeias às comunidades indígenas; “Lendo o Mundo” (2025) de Catherine Murphy e Iris de Oliveira, sobre a experiência de alfabetização de trabalhadores rurais liderada por Paulo Freire; e “Amazônia Oktoberfesta” (2005), de Sérgio Oliveira e Felipe Drehmer, sobre os impactos de um projeto de ocupação da Amazônia na ditadura militar.

Outra atração é um bate-papo com os escritores Jeferson Tenório e Mariana Salomão Carrara, dois grandes nomes da cena literária brasileira atual, no CCSP, no dia 30 de julho, às 19h.

E quem ama teatro não pode perder o espetáculo “Ideias para adiar o fim do mundo”, com texto e atuação de Yumo Apurinã e direção e texto de João Bernardo Caldeira. A montagem é inspirada no livro homônimo do celebrado escritor, ambientalista, filósofo e líder indígena Ailton Krenak, e a sessão acontece no dia 31 de julho, às 20h, também no CCSP.

A peça “Ideias para adiar o fim do mundo” é inspirada na obra homônima do escritor indígena Ailton Krenak
A peça “Ideias para adiar o fim do mundo” é inspirada na obra homônima do escritor indígena Ailton Krenak - Natália Tupi / Divulgação

Música no Centro

A programação musical é outro capítulo bem especial na 6ª edição do DH Fest, que ocupa o Largo da Misericórdia, junto à Casa de Francisca, no dia 2 de agosto, a partir das 15h. Esse encontro, chamado de Baile Futurista, afirma a festa como linguagem e a rua como espaço de imaginação democrática.

Quem abre a festa é o coletivo Calefação Tropicaos, que apresenta um DJ set cheio de brasilidades e experimentações. Em seguida, às 18h, a fanfarra As Obscênicas, formada apenas por instrumentistas mulheres, toca um repertório de grandes sucessos consagrados por vozes femininas.

Por fim, Tom Zé encerra o baile cantando grandes sucessos que marcaram seus mais de 60 anos de carreira.

Formada apenas por mulheres, a fanfarra As Obscênicas homenageia grandes vozes femininas da música brasileira
Formada apenas por mulheres, a fanfarra As Obscênicas homenageia grandes vozes femininas da música brasileira - @beca.figueiredo / Divulgação

Prêmio Marimbás

Para encerrar o 6º DH Fest em grande estilo, o Espaço Petrobrás de Cinema é palco da cerimônia de entrega do Prêmio Marimbás ao rapper, escritor e compositor Emicida no dia 3 de agosto, a partir das 19h.

A ideia da premiação do festival é reconhecer artistas e personalidades da cultura, cujas trajetórias dialoguem diretamente com direitos humanos, memória, justiça social e liberdade.

O nome dessa honraria faz referência ao curta-metragem “Marimbás”, dirigido por Vladimir Herzog em 1963. Além disso, o troféu foi criado pela cartunista Laerte.

Que rolê incrível! Já acesse o site do DH Festival para conferir a programação completa do evento!