Campanha #CarnavalSemAssédio luta por respeito na folia

Use a hashtag nas redes sociais e ajude a quebrar o silêncio

Por: Heloisa Aun

Passadas de mão, beijos à força, puxões no cabelo e outras investidas sem consentimento não podem ser encaradas como algo natural no Carnaval. 

Por isso, o Catraca Livre lança a campanha #CarnavalSemAssédio, idealizada em parceria com a revista AzMina, os movimentos #AgoraÉQueSãoElas e Vamos Juntas?, o Bloco Mulheres Rodadas, a advogada de direitos humanos Andrea Florence e a arquiteta e urbanista Marília Ferrari.

Campanha luta contra o machismo e a violência no Carnaval

O objetivo da campanha é lutar contra a violência e o machismo, promovendo a discussão de que assédio é assédio em qualquer época do ano.

Você já viveu algum caso de abuso sexual durante a folia? Compartilhe a sua história nas redes sociais com a hashtag #CarnavalSemAssédio e ajude a quebrar o silêncio.

Participe da iniciativa usando a hashtag #CarnavalSemAssédio

Leia outros relatos, assista ao vídeo com depoimentos sobre situações abusivas que mulheres já enfrentaram no Carnaval e confira a marchinha feminista:

Há dois anos eu fui num bloquinho de rua e senti alguém passando a mão na minha bunda. Olhei pra trás e tinha um cara de uns 50 anos me secando. Mandei ele à m****. Ele e o amigo vieram pra cima de mim querendo me bater e ninguém em volta fez nada. Saí correndo e não fui embora mal. Esse ano eu queria muito um #CarnavalSemAssédio.

No ano passado estava com minha namorada em um dos bloquinhos na Vila Madalena, junto com alguns outros amigos. Além do desconforto de nos puxarem o tempo todo e não nos respeitarem, mesmo estando de mãos dadas, um indivíduo sem camisa se sentiu no direito de vir para cima de nós pedindo para “participar” e insistindo que nós o beijássemos. Ficamos tão nervosas e provavelmente o fulano até nos xingou depois. Que em 2016 tenhamos um #CarnavalSemAssédio, sem machismo e também sem homofobia.

No Carnaval de 2013, eu estava num bloco de rua em São Paulo com uma amiga gringa e um cara bêbado me abordou. Quando ele se aproximou, eu esquivei, mas ele segurou meu braço e me empurrou contra uma Kombi, tentando me beijar à força. A minha amiga o empurrou e a gente correu. Depois, ele saiu gritando e nos xingando.

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Por: Heloisa Aun

Repórter de Cidadania na Catraca Livre. ("nossas costas / contam histórias / que a lombada / de nenhum livro / pode carregar" - Rupi Kaur)

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