Candidata trans ao Miss Rio sente mais preconceito na internet

"Parece que algumas pessoas realmente detestam a minha condição de gênero e não conseguem tolerar a minha existência", contou Náthalie

Por: Redação | Comunicar erro

Ao andar pelas ruas, Náthalie de Oliveira, de 24 anos, não é vista como trans, mas como cisgênero – ou seja, o gênero correspondente ao do designado no nascimento. Na internet, por ter a redesignação sexual exposta, segundo ela, o preconceito é maior.

“Já viajei para a Tailândia e a Europa, e as pessoas que não me conhecem não têm a capacidade de olhar para mim e identificar fisicamente que pertenci ao sexo masculino quando nasci”, disse em entrevista ao jornal “O Globo”. “Mas tenho um canal no YouTube em que conto essas vivências e faço questão de me anunciar como mulher transexual, porque acho que não devemos nos omitir, e as pessoas têm que nos respeitar.”

“Recebo muito amor dos seguidores, mas também há comentários bastante odiosos. Parece que algumas pessoas realmente detestam a minha condição de gênero e não conseguem tolerar a minha existência. Elas carregam mesmo nos comentários. É onde sinto mais preconceito.”

No canal do YouTube, Princess Online, ela debate abertamente a diversidade e fala de viagem, estilo, moda, cabelo e maquiagem.

Náthalie, primeira candidata transexual a participar do Miss Rio de Janeiro, filha de um motorista e uma diarista, contou um pouco de sua história para o jornal.

Ela disse que entrou nos concursos de beleza para conseguir arcar com os custos de sua cirurgia de redesignação sexual. A transição, iniciada aos 14 anos, foi completa quando ela venceu o Miss T Brasil, em 2015.

“O que despertou o meu interesse de verdade foi o fato de o Miss T Brasil premiar a vencedora com uma cirurgia de redesignação sexual”, declarou na entrevista. “E foi assim que consegui fazer a operação, porque sou de família humilde. Ganhei o concurso em 2015 e fiz a cirurgia em outubro de 2016, na Tailândia.”

Náthalie interrompeu a faculdade enfermagem para se dedicar à carreira de modelo. A jovem deseja usar o concurso de Miss Rio para falar de representatividade. Clique aqui para ler a reportagem completa.

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