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Como campanhas usaram telefones em ‘disparos em massa’?

Serviços custam até R$ 1.300 e são facilmente encontrados e ensinados

Por: Redação
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Crédito: Anton/PexelCampanhas usaram telefones em ‘disparos em massa’ do WhatsApp

Para ganhar eleitores, telefones de usuários do Facebook foram usados por campanhas em ‘disparos em massa’ no WhatsApp. As ferramentas custam até R$ 1.300 e são facilmente encontradas e ensinadas na internet, com ou sem nota fiscal, evitando rastros em prestações de conta.

As informações são da BBC. Segundo a reportagem, campanhas políticas obtiveram neste ano programas capazes de coletar os números de telefones de milhares de brasileiros no Facebook e utilizaram os dados para criar grupos e enviar mensagens em massa automaticamente no WhatsApp.

Existem muitos vídeos explicativos no YouTube e nos sites das empresas que oferecem esses serviços, acessíveis mesmo para quem não tem muita familiaridade com computadores. Vendedores de empresas de cosméticos e de nutrição eram os principais compradores desses aplicativos.

Os usuários que podem ter tido seu número de telefone “garimpado” por esses programas têm esse dado em configuração pública. Quem opera o programa escolhe o público-alvo no Facebook (por palavras-chave, páginas ou grupos públicos) e dá início à coleta dos dados em uma planilha.

É possível reunir quase mil telefones de usuários em menos de dez minutos e de dez cliques, já segmentados por curtidas na página de determinado candidato, gênero e cidade, e criar automaticamente grupos com até 256 pessoas cada a partir da lista dos telefones coletados.

Em geral, a criação dessas listas usa quatro estratégias: coleta de dados por meio de robôs, telefones informados voluntariamente por simpatizantes ou clientes, compra de bases de dados vendidas legalmente (como a da Serasa) ou furto de informações de empresas telefônicas.

Crédito: IStockCampanhas usaram telefones em ‘disparos em massa’ do WhatsApp

A reportagem ouviu testemunhas que foram incluídas em grupos brasileiros de extrema-direita sem consentimento. Um marqueteiro também admitiu ter usado bancos de dados para criar grupos e também para disparos individuais.

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