Em live, Bolsonaro explica por que cloroquina não é confiável

Presidente deu um argumento mais conhecido como "tiro no pé" para que a população não se imunize contra a covid-19,

Por: Redação
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Em mais uma live para seus seguidores, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a repetir que ninguém será obrigado a tomar a vacina contra o novo coronavírus, e ainda usou um argumento que toda a comunidade internacional usa para que não se use a cloroquina para o tratamento da covid-19: não há comprovação científica de que funcione.

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Crédito: Reprodução/TwitterAo falar sobre a vacina, Bolsonaro explica exatamente o motivo pelo qual não devemos confiar na cloroquina

“Nós temos que fazer certas perguntas, certos questionamentos. Afinal de contas, nós não podermos ser irresponsáveis… uma vacina que ainda não tem comprovação científica, né? Nós não podemos ser irresponsáveis de colocar pra dentro do corpo de uma pessoa a vacina. Ninguém pode obrigar ninguém a tomar a vacina”, afirmou Bolsonaro em live.

Assista:

– Live de quinta-feira (03/09/2020). Com os resultados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, sob o comando do Ministro (André Mendonça) e mais. Assista! . Link no YouTube: https://youtu.be/2tB4XLKXSeI

Posted by Jair Messias Bolsonaro on Thursday, September 3, 2020

O Brasil já ultrapassou a marca de 4 milhões de infectados e mais de 125 mil mortos pela covid-19, despontando como o segundo país com o maior número de óbitos provocados pela doença (veja os números atualizados do coronavírus no Brasil).

Há diversos testes da vacina em curso, e muitos têm se mostrado promissores e eficazes. Nesta sexta-feira, a Rússia divulgou os estudos da Sputnik V, que apontam que a vacina induziu resposta imune nos voluntários e não provocou efeitos colaterais graves. A pesquisa foi publicada na “The Lancet”, a maior revista científica do mundo.

No mesmo dia, a Organização Mundial de Saúde (OMS), jogou um balde de água fria nas nossas expectativas sobre a vacina, e afirmou que não espera uma imunização ampla antes da metade de 2021. Segundo a porta-voz da entidade, Margaret Harris, no momento, de seis a nove candidatas à vacina estão na última fase de testes clínicos, porém, essa etapa é a que mais exige checagens rigorosas acerca da eficácia e da segurança.