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Vacina russa induz resposta imune em testes preliminares

Segundo estudo, os dados mostram que a vacina é "segura, bem tolerada e não causa eventos adversos graves em voluntários adultos saudáveis"

Por: Redação
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A vacina russa Sputnik V induziu resposta imune nos voluntários e não provocou efeitos colaterais graves, de acordo com uma pesquisa publicada na “The Lancet”, a maior revista científica do mundo, nesta sexta-feira, 4.

No estudo preliminar, pesquisadores russos relataram dois pequenos ensaios, cada um envolvendo 38 adultos saudáveis ​​com idade entre 18 e 60 anos, que receberam uma imunização em duas partes.

Cada participante recebeu uma dose da vacina e um reforço 21 dias depois. Eles foram monitorados durante 42 dias e todos desenvolveram anticorpos nas primeiras três semanas.

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Crédito: Kiattisakch/istockVacina russa será testada no Brasil em um mês

Apesar dos resultados positivos, os especialistas disseram que os testes com a vacina russa foram pequenos demais para provar a segurança e eficácia.

Além disso, os ensaios foram abertos e não randomizados, o que significa que não havia placebo e os participantes sabiam que estavam recebendo a vacina e não foram aleatoriamente designados para diferentes grupos de tratamento.

Apesar disso, o governo russo tem planos para começar a administrar a vacina de forma mais ampla a pessoas do grupo de risco, como médicos e professores, nas próximas semanas.

No Brasil, os testes com o imunizante devem começar em um mês, segundo o governo do Paraná, que firmou um acordo com as autoridades russas. Ao todo, 10 mil profissionais de saúde voluntários participarão dos ensaios após a liberação da Anvisa.


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Tecnologia da vacina russa

A vacina russa é baseada em dois adenovírus de resfriado comum. Neles, é incserido um trecho do RNA do coronavírus, responsável por codificar a proteína S (de “spike”, estrutura usada pelo vírus para se ligar às células do hospedeiro).

Os adenovírus usados foram enfraquecidos, de modo que não pudessem se replicar nas células humanas e causar doenças.

No estudo, duas “versões” da vacina foram testadas: uma congelada e outra desidratada, que seria destinada para envio a locais mais difíceis de alcançar.

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