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Embaixada holandesa da bike exporta mobilidade urbana para o mundo

“Embaixada” de ciclismo do país europeu ajuda governantes brasileiros a planejarem melhor a forma como as pessoas se locomovem pelas cidades brasileiras

Por: Redação

A Holanda foi, durante séculos, a grande potência mundial do comércio ultramarino. Exportou conhecimento mercantil e técnicas de exploração para diversos países. Hoje, o país oferece ao mundo algo diferente, algo que os holandeses sabem fazer muito bem: mobilidade urbana.

É para fazer isso que existe a “Embaixada Holandesa de Ciclismo” (“Dutch Cycling Embassy”, no original), uma rede público-privada de empresas, ONGs, institutos de pesquisa e governos que atua em várias partes do mundo.

felipe blumen
A intenção dos holandeses não é descarregar uma série de bicicletas aqui, mas sim ajudar a fazer governantes e cidadãos a entenderem como funcionam as cidades com boas opções de mobilidade.

A partir da década de 1970 a Holanda presenciou o surgimento de demandas populares contra a violência no trânsito, os engarrafamentos e a baixa qualidade de vida das crianças e adultos. Quarenta anos e inúmeras políticas públicas depois, o país tem 16 milhões de habitantes e 18 milhões de bicicletas.

A intenção da embaixada é usar a história e a experiência para ajudar outras cidades a fazerem o mesmo. Na prática, o grupo, que tem apoio do governo holandês, oferece consultoria para auxiliar na realização de pesquisas, planejamento, formulação de políticas, construção e campanhas de conscientização, entre outras atividades.

“O objetivo não pode ser chegar para as pessoas e proibi-las de usar carro”, diz Peter Van Tongeren, responsável pela rede no Brasil. “Tem que haver uma espécie de efeito espelho: a infraestrutura e as políticas públicas melhoram para atender a uma demanda de pessoas que começam a pensar mais na bicicleta como meio de transporte”.

Acessibilidade

Até o momento, a Dutch Cycling Embassy já realizou alguns encontros e workshops com a Prefeitura de São Paulo, com o Governo do Estado do Rio de Janeiro e com as administrações de São Carlos, no interior paulista, e Belém.

Segundo os holandeses, os governantes brasileiros já compreenderam a importância do planejamento de mobilidade. Agora, precisam ser ágeis. A Política Nacional de Mobilidade Urbana estabelece que, para receber recursos do governo federal, os municípios têm apenas até abril de 2015 para apresentar projetos de melhor convivência entre pessoas, espaços e modais de transporte.

“Nosso objetivo não é só vir aqui e descarregar um caminhão de bicicletas laranjas”, diz Wilma Mansveld, vice-ministra de Infraestrutura e Meio Ambiente dos Reino dos Países Baixos. “Mas sim divulgar outros conceitos. A cidade em que nasci é 100 vezes menor que São Paulo, mas isso não significa que aqui seja impossível cuidar da mobilidade. E, para isso, é preciso pensar também na acessibilidade a opções de emprego, educação e cultura e no relacionamento da população com o espaço em que ela vive.”

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