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Fotógrafa retrata crianças que vivem em campos de refugiados

Desde 2012, a fotógrafa cearense Karine Garcêz percorreu países do Oriente Médio para registrar o cotidiano de meninos e meninas

Por: Redação
Crédito: Karine GarcêzLivro “Infância Refugiada – Retratos de um Conflito”

Desde 2012, a fotógrafa cearense Karine Garcêz percorreu países do Oriente Médio, nos quais retratou o cotidiano de crianças e adolescentes que vivem em campos de refugiados. Como fruto deste trabalho, ela lançou o livro bilíngue “Infância Refugiada – Retratos de um Conflito”, que reúne imagens desses jovens em lugares como Síria, Líbano, Turquia e Faixa de Gaza, na Palestina.

Karine é formada em Relações Internacionais e se converteu ao islamismo aos 33 anos. De volta ao Ceará após participar de uma missão da ONG holandesa Al Wafaa Campaign, a fotógrafa organizou uma exposição, também intitulada “Infância Refugiada“, com os retratos dessa experiência.

Crédito: Karine GarcêzLivro “Infância Refugiada – Retratos de um Conflito”

Depois de realizar a mostra, surgiu a ideia de produzir o livro fotográfico para levar esses registros e suas reflexões a todo o Brasil.

A proposta conceitual tem um caráter documental, com imagens em preto e branco e que variam de tamanho conforme a expressão estética desejada. O conteúdo é dividido por blocos de países e cada fotografia é acompanhada por um texto e desenhos feitos por crianças palestinas.

Com sensibilidade no olhar, a autora do livro conseguiu captar cenas do cotidiano de meninos e meninas, suas expressões de espanto, ternura e de afeto, cenas de descontração e lazer, mesmo em meio à dura realidade da guerra em seus países.

Crédito: Karine GarcêzLivro “Infância Refugiada – Retratos de um Conflito”

De acordo com o último relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), publicado em 20 de junho de 2019, estima-se que existam hoje, em todo o mundo, mais de 26 milhões de refugiados no mundo. “São pessoas desenraizados de seus lares e de sua cultura, cujos direitos são em sua maioria negados. E suas primeiras e maiores vítimas são as crianças e os adolescentes”, explica Karine.

O livro foi lançado oficialmente em 19 de agosto, Dia internacional Humanitário, na Bienal Internacional do Livro do Ceará, pela 2K Editora. No dia 2 de outubro, haverá o lançamento na Faculdade de Direito da USP, em parceria com o Promigra. O evento, que tem início às 19h, terá uma feira de refugiados empreendedores.

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