Glenn: parte mais ‘bombástica’ de mensagens ainda será publicada

Em entrevista ao 'Metrópoles', jornalista disse não entender como Moro ainda está envolvido nas investigações

/ Atualizado em

O jornalista Glenn Greenwald, fundador do site “The Intercept”, afirmou que a parte mais “bombástica e importante” das mensagens da Vaza Jato ainda não foram publicadas.

Glenn Greenwald e Sérgio Moro
Glenn Greenwald e Sérgio Moro - Agência Brasil

Em entrevista ao Metrópoles, o jornalista afirmou que não vê poucas consequências no fato de hackers terem sido detidos pela Polícia Federal por supostamente terem invadido celulares do ministro Sergio Moro, do procurador Deltan Dallagnol e de políticos. A investigação apura se essas invasões foram as responsáveis pelos vazamentos de conversas ao Intercept, o que teria iniciado a série de reportagens que o site batizou como “Vaza Jato”.

Segundo o jornalista, “muitos artigos, muitas discussões e declarações que são graves e muito importantes e que serão publicados logo”. “Os materiais mais bombásticos e importantes ainda não foram publicados, mas serão em breve. Tem muitas revelações graves. Essas seis semanas que começamos a publicar foram muito pouco tempo para um acervo deste tamanho. Então, com certeza, vai ter muito mais revelações graves no futuro.”

Glenn afirmou que se sente perseguido e ameaçado pelo ministro Sergio Moro, que estaria usando a linguagem para criminalizar a série de reportagens. Também destacou não entender como o ministro está envolvido na investigação em que há “um óbvio conflito de interesses”, já que ele era o principal alvo das reportagens do Intercept. “Nenhuma democracia permitiria isso.”

Ainda sobre Moro, afirmou que vê no ministro a “ameaça mais extrema, mais severa à democracia brasileira no governo Bolsonaro”.

Leia a íntegra da entrevista.

Abaixo, participação do jornalista em audiência pública do Senado sobre a Vaza Jato: