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Goleiro Bruno tem contrato rescindido após jogar uma partida

O atleta foi condenado pelo assassinato de Elisa Samudio. Até hoje o corpo não foi encontrado. Ele estreou no Poços de Caldas no último dia 5

Por: Redação

O Goleiro Bruno Fernandes, de 34 anos, teve seu contrato rescindido após jogar uma partida pelo Poços de Caldas FC, time da cidade de mesmo nome, em Minas Gerais. O atleta foi condenado pelo assassinato de Elisa Samudio e cumpre pena de 20 anos e nove meses pelo crime, que aconteceu em 2010. As informações foram obtidas pelo jornal ‘Folha de S.Paulo’.

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Crédito: Divulgação/Polícia CivilGoleiro Bruno tem contrato rescindido após jogar uma partida

Bruno estreou no time mineiro no último dia 5 de outubro, sendo ovacionado em campo e posando para selfies com torcedores. Ele jogou apenas a partida de estreia, onde começou no banco de reservas.

O ex-goleiro do Flamengo está no regime semiaberto desde julho deste ano. A pena inicial de Bruno era de 22 anos e três meses, mas com a prescrição do crime de ocultação de cadáver, houve a redução do tempo de reclusão. Em setembro de 2017, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais validou a certidão de óbito de Eliza. O corpo dela nunca foi encontrado.

A informação foi confirmada pelo presidente do clube Paulo César da Silva, na segunda-feira, 28, à ‘Folha’.  Segundo ele, a decisão foi um consenso das partes, mas ainda irão discutir os detalhes da rescisão do contrato que tinha validade até janeiro de 2020.

“A gente não consegue contar com o atleta. É complicado, entendeu? Em 60 dias de contrato, ele jogou 45 minutos, a Justiça não libera para ele treinar. É uma coisa que se torna difícil para o clube, você manter um salário alto de um jogador do nível dele para não usar”, afirmou Paulo César ao jornal. Ele não falou em valores, mas de acordo com a ‘Folha’, se trata do salário mais caro de todo o time do Poços de Caldas.

Mariana Migliorini, a advogada do goleiro, disse para o jornal que o clube é desorganizado e sem estrutura. “[O clube] não forneceu material de trabalho [para o Bruno]. Há cheques sem fundo [pagos ao atleta]”.

Segundo a advogada, “não era passado à defesa do Bruno as datas corretas de jogo. O presidente não tem [departamento] jurídico. Ele pensou que se fizesse um ‘ofício’ o Bruno seria liberado. Há que se fazer uma petição, e só a defesa pode fazê-lo”, contou à ‘Folha’.

Segundo Paulo César, a Justiça não autorizou Bruno a treinar em Poços de Caldas e jogar com o time em cidades vizinhas, mesmo a defesa tento pedido. Como bruno matou a ex-companheira, sua estreia no time chegou a ser adiada, em setembro, ‘por questões legais’, apontou o jornal.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais não se manifestou sobre o caso.

O goleiro Bruno tem outras propostas de trabalho, segundo sua advogada. Ele estaria sendo sondado por clubes do Rio de Janeiro, do Nordeste e de Goiás.