Mãe também namora: Hel Mother comenta relações após maternidade

Por: Renata Penzani

A maternidade não resume o que é ser mulher. Por mais óbvio que isso seja, aí está uma afirmação pela qual inúmeras mães precisam lutar diariamente. Para abordar o assunto, a youtuber Helen Ramos, a Hel Mother, publicou o vídeo “Ser Mãe x Namorar”.

A proposta é empoderar mulheres que se veem limitadas em seu direito de se envolverem com quem quiserem após se tornarem mães. Por mais natural que seja contar a um(a) possível companheiro(a) que se mãe, muitas mulheres se sentem coagidas a esconder essa informação por medo de afugentar a pessoa. Além disso, passado esse receio inicial, vem o medo justificável de apresentar o novo parceiro ou parceira para a criança.
Como lidar com todas essas questões emocionais e práticas, sendo mãe, mulher, profissional, amiga, tudo junto e misturado?

No vídeo, Hel pontua que é importante sentir o momento ideal para trazer alguém novo para o convívio da criança. E como fazer isso? Usando como critério a importância daquela pessoa na vida da mãe, e a responsabilidade afetiva que esse momento representa.

Trazer um relacionamento afetivo para o convívio dos filhos requer muita paciência, transparência e diálogo aberto.

“Seu filho faz parte da sua vida, é inevitável, uma vez ou outra vocês vão ter que ficar juntos em algum lugar. E aí que você vai poder ver como aquela pessoa interage com seu filho”, diz a youtuber.

Ao contar que costuma ouvir de algumas mulheres que seus parceiros não se dão bem com seus filhos, ela faz um alerta: “Não dá para levar adiante um relacionamento com alguém que só quer uma parte de você. Seu filho é sua outra metade, não dá para namorar só uma parte”, defende.

Porém, isso não significa que o novo parceiro deve assumir o papel de pai, substituí-lo ou ainda preencher alguma possível lacuna. Quem vai decidir como a relação será construída será a própria criança.

Helen comenta ainda a dificuldade que algumas mães têm de aceitar que seus filhos passarão por algum sofrimento na vida, vez ou outra, e muitas vezes evitam envolvimento afetivo por temer um término traumático para a criança. “Faz uma poupança para terapia e está tudo certo”, brinca. “Somos humanos e humanos têm problemas e sofrem”.  Porém, ela ressalta a importância de ter paciência e compreensão com o tempo da criança; cabe aos pais entender que os filhos têm o direito de assimilar aquela nova realidade com calma, até entenderem qual o papel daquela nova pessoa em sua vida.

Assista ao vídeo na íntegra:

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