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Homem é preso suspeito de incendiar casa da ex e matar filha dela

A menina Richelly Gonçalves, de 11 anos, estava sozinha em casa no momento do incêndio; saiba como denunciar casos de violência

Por: Redação

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu na quarta-feira, 2, Geraldo Pablo Santos Monsão suspeito de incendiar a casa da ex-mulher e matar a filha dela de 11 anos. O crime aconteceu na madrugada do último sábado, 26, em Senador Camará, na zona oeste da capital fluminense.

Segundo a polícia, Richelly Gonçalves estava sozinha no imóvel já que a mãe havia saído para comprar um lanche. Ela chegou a ser socorrida por vizinhos e levada para o Hospital Albert Schweitzer, mas não resistiu. As informações são do G1.

Crédito: Reprodução TV GloboPolícia prende homem suspeito de matar a filha da ex-mulher após incendiar a casa dela

No dia do crime, segundo testemunhas, Geraldo teria tentado esfaquear a ex-mulher antes de incendiar o imóvel.

Conforme a polícia, o casal ficou junto durante um ano e se separou há alguns meses. No entanto, Geraldo não aceitava o fim do relacionamento. Ainda segundo as autoridades, o rapaz tem duas anotações na Polícia Civil por violência doméstica, uma em 2019 e outra em 2009, quando era menor de idade.

“Ele tinha total consciência que a filha estava dormindo. Ele viu, ateou fogo e fechou a porta para que ela não tivesse chance de sobreviver”, disse Pedro Casaes, delegado adjunto da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

Saiba onde e como denunciar casos de violência doméstica

Disque 100

O serviço pode ser considerado como “pronto socorro” dos direitos humanos pois atende também graves situações de violações que acabaram de ocorrer ou que ainda estão em curso, acionando os órgãos competentes, possibilitando o flagrante. O Disque 100 funciona diariamente, 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados.

As ligações podem ser feitas de todo o Brasil por meio de discagem gratuita, de qualquer terminal telefônico fixo ou móvel (celular), bastando discar 100.

mulher vítima de feminicídio calada pelo seu marido
Crédito: IStock/@PeopleImagesA denúncia de casos de violência contra a mulher são importantes para a diminuição dos números de feminicídio

Polícia Militar (190)

A vítima ou a testemunha pode procurar uma delegacia comum, onde deve ter prioridade no atendimento ou mesmo pedir ajuda por meio do telefone 190. Nesse caso, vai uma viatura da Polícia Militar até o local. Havendo flagrante da ameaça ou agressão, o homem é levado à delegacia, registra-se a ocorrência, ouve-se a vítima e as testemunhas. Na audiência de custódia, o juiz decide se ele ficará preso ou será posto em liberdade.

Defensoria Pública

No caso de violência doméstica, a Defensoria Pública pode auxiliar a vítima pedindo uma medida protetiva a um juiz ou juíza. Essa medida de urgência inclui o afastamento do agressor do lar ou local de convivência com a vítima; a fixação de limite mínimo de distância de que o agressor fica proibido de ultrapassar em relação à vítima; a proibição de o agressor entrar em contato com a vítima, seus familiares e testemunhas por qualquer meio; a suspensão da posse ou restrição do porte de armas, se for o caso; a restrição ou suspensão de visitas do agressor aos filhos menores; entre outras, como pedidos de divórcio, pensão alimentícia e encaminhamento psicossocial.

Delegacia da Mulher

Um levantamento feito pelo portal Gênero e Número, mostra que existem apenas 21 delegacias especializadas no atendimento às mulheres com funcionamento 24 horas em todo o país. Dessas, só São Paulo e Rio de Janeiro possuem delegacias fora das capitais.

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