Somos todos #EducaçãoSim

Paralisação nacional da educação, marcada para esta quinta, reúne professores, funcionários e alunos das redes federal, estadual, municipal e privada

Por: Editorial | Comunicar erro

Desestabilizar um dos pilares do desenvolvimento de um país, como é a educação, é exterminar o futuro. Cortes arbitrários, decisões pautadas em pensamentos retrógrados, sem nenhuma base científica, e desinformações nascidas no próprio governo levaram à paralisação nacional da educação marcada para esta quarta-feira, 15, em todo o país.

Crédito: Arte/Catraca LivreParalisação nacional da educação reúne todas as redes de ensino

Sem investimento na área, não há possibilidade de o Brasil crescer de forma sustentável, gerando emprego e melhores salários. Não há democracia de qualidade sem ensino de qualidade.

Também hoje, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, foi convocado para explicar ao Congresso o contingenciamento anunciado nas verbas da pasta.

As idas e vindas do governo Bolsonaro no tema, desde a nomeação do errático ex-ministro Ricardo Vélez Rodríguez até o anúncio de cortes que inviabilizam parte das universidades públicas e de institutos federais do país, só comprovam a desorientação que existe na gestão de uma das principais pastas do Executivo.

Um presidente que não prioriza investimento na formação de seus cidadãos e em pesquisa científica e, pelo contrário, desmonta uma estrutura que, mesmo deficitária, funciona e dá destaque ao Brasil em várias áreas, tem um caminho certo: a perda de popularidade e da confiança por parte de seus 57.797.847 de eleitores, como mostram as últimas pesquisas.

Quem vai às ruas nesta quarta não são apenas “petralhas”, “comunistas” e a oposição. Ao menos 82 instituições participam desta greve. São universidades públicas, privadas, institutos federais. São professores, alunos e funcionários. Professores e alunos das redes estadual, municipal e privada dos ensinos fundamental e médio também farão parte dos protestos, assim como familiares de quem será atingido, direta ou indiretamente, pelo corte proposto.

A “balbúrdia”, para usar um termo citado por Weintraub ao se referir a universidades públicas, vai ser grande. E por um motivo forte: todos somos #EducaçãoSim.

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