Polícia passa investigar Flordelis por fraude no registro do filho

Segundo o Código Penal, registrar o filho de outra pessoa como seu pode levar a pena de dois a seis anos de reclusão

Por: Redação
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Além de acusada de matar o marido, o pastor Anderson do Carmo, a deputada federal Flordelis agora também é investigada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro por fraude no registro do filho Daniel dos Santos de Souza, que ela dizia ser biológico. As informações foram obtidas pelo jornal Extra.

Crédito: Reprodução/InstagramPolícia passa investigar Flordelis por fraude no registro do filho

A investigação será encaminhada da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, que investigou o assassinato de Anderson, para a Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente Vítima (DCAV).

Durante as investigações do assassinato, testemunhas contaram à polícia que Daniel não é filho biológico de Anderson e Flordelis, ao contrário do que o casal sempre afirmou. Daniel foi acolhido por Flordelis no final dos anos 90.

O rapaz, que hoje tem 22 anos, foi registrado como filho do casal sem passar por qualquer processo de adoção. Em seu depoimento à polícia, após ser confrontada com provas obtidas pelos investigadores, a pastora admitiu não ser mãe biológica de Daniel, mas culpou o marido pelo registro falso, o que é crime. Segundo o Código Penal, registrar o filho de outra pessoa como seu pode levar a pena de dois a seis anos de reclusão.

A Delegacia de Homicídios encontrou a mãe biológica, Janaína Manoel do Nascimento Barbosa. Ela contou à polícia que entregou o filho recém-nascido para Flordelis cuidar porque sua gravidez não tinha sido aceita pela família.

Ainda segundo a mãe biológica de Daniel, ela ouviu da deputada que não precisava se preocupar e durante um tempo conseguia visitar o filho, mas depois que Flordelis mudou de casa, ela perdeu o contato.

Segundo o Extra, a polícia conseguiu recuperar prontuários que comprovam o acompanhamento da gravidez de Janaína, além do nascimento de seu filho no mesmo dia que consta na certidão de Daniel. No documento, consta que o rapaz havia nascido na casa de Flordelis e Anderson na favela do Jacarezinho, Zona Norte do Rio, para onde ele foi levado pelo casal.

Após as revelações de testemunhas de que Daniel não era seu filho biológico, Flordelis ainda insistia para pessoas da família que a informação não procedia e chegou a se oferecer para realizar exame de DNA. Entretanto, com o avanço das investigações da polícia, ela acabou admitindo que não é mãe do rapaz.

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