RJ: Homem espanca ex-namorada com socador de alho

'Ela está apavorada', contou a filha da vítima

Por: Redação
Crédito: Istock/lolostockMulher é agredida com socador de alho em Barra Mansa (RJ)

Paulo Roberto Lopes da Silva Júnior, de 30 anos, suspeito de espancar Luana Silva da Cunha, de 35 anos, em Barra Mansa (RJ), no último domingo (24), com um socador de alho, se entregou a à Polícia, nesta segunda-feira (25).

Ele chegou a dizer que não queria matar Luana, e sim “apenas dar um susto”. Luana chegou a ser levada inconsciente para Santa Casa de Misericórdia de Barra Mansa, onde permanece internada, mas sem risco de perder a vida.

A motivação de Paulo Roberto foi o término do relacionamento com Luana. A filha dela, Agatha Christye, de 19 anos, contou que o namorado da mãe já havia sido violento outras duas vezes, era controlador e muito ciumento.

“Já tinham ocorrido outras agressões. Na primeira vez, ele a apertou pelo pescoço, mas não deixou marcas. Na segunda, eu presenciei, e ele a ameaçou, dizendo que se ela terminasse, ele a faria voltar pra ele em dois dias”, relatou Agatha e acrescentou, “minha mãe não podia sair de casa, só se fosse com ele, não podia conversar com ninguém, nem comigo. Ele tinha um sentimento de posse, sabe? Sentia muitos ciúmes. Ela estava com medo de ele fazer algo”, denunciou.

Há cerca de um mês, Luana terminou o namoro, mas, segundo sua filha, Paulo a perseguia, ligando de madrugada e a vigiando, parado num carro em frente à casa dela, até que, neste domingo, pediu que conversassem. As agressões ocorreram na residência da vítima, que ficou com manchas de sangue em diferentes cômodos, segundo informações do jorna Extra.

“Nós íamos registrar ocorrência e pedir medida protetiva, só que ele foi mais rápido. Ele pegou o celular da minha mãe e viu algumas mensagens do ex dela, mas eles são amigos. Ele deu uma “gravata” nela, minha mãe desmaiou, e depois bateu com um socador de alho no rosto dela”, disse Agatha.

A Polícia Civil informou que o acusado vai responder pelos crimes de tortura, cárcere privado e ameaça, e será encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da justiça.