Tudo o que se sabe sobre o barraco no Leblon até agora

Perdeu alguma coisa dessa confusão? A gente te explica t-u-d-i-n-h-o

Por: Redação
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O vídeo do barraco no Leblon, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro, tomou conta das redes sociais no último domingo, 28. A história começa com três amigos passeando num carro conversível por uma das regiões mais caras da cidade maravilhosa e termina com uma mulher agredida e outra com o biquíni arrancado por um homem.

barraco no leblon
Crédito: Reprodução/TwitterTudo o que se sabe sobre o barraco no Leblon até agora

Na noite da última sexta-feira, 25, por volta das 20h, o engenheiro da Petrobrás, Wilton Vacari, conhecido como Will, dirigia seu carro conversível e levava duas outras amigas, Scheila Gmack e Priscila Dornelles. Os três voltavam de um passeio de barco, usando trajes de banho.

Ao passarem em frente a um bar, na rua Dias Ferreiras – reduto da classe alta do Leblon -, chamaram atenção dos clientes do estabelecimento. Irritada, a arquiteta Aline Araújo, jogou uma garrafa de água em Scheila, por considerar que a conduta dela foi ‘errada’.

Scheila então desceu do carro, foi até Aline e a agrediu com tapas na cabeça. O namorado de Aline, resolveu defender sua amada e correu atrás de Scheila, que voltou para dentro do carro, mas o homem conseguiu arrancar a parte de cima do biquíni da moça, deixando ela com os seios de fora.

O conversível dá partida e o trio vai embora com Scheila cobrindo os seios e os balançando e dando risada.

A arquiteta Aline Araújo publicou um vídeo em sua conta no Instagram e reclamou de atentado ao pudor. Porém, no vídeo que viralizou na internet, não há imagens que sustentem essa declaração.

“Vivemos em uma sociedade, a gente tem que ter respeito pelo outro. Não à toa que existe ‘atentado ao pudor’ e o que estava acontecendo no carro, enfim, estavam essas duas mulheres mais o cara, estavam fazendo preliminares, não era só beijo na boca não. Era de biquíni, preliminares, acontecendo tudo que a gente poderia imaginar de um filme pornô bem ali na nossa frente, de camarote, em frente ao restaurante”, disse, mas apagou vídeo horas depois.

Aline disse ao jornal O Globo que foi orientada por um amigo delegado. “Não me arrependo de nada, nem da gravação que postei. Joguei água realmente porque a situação estava gerando um desconforto a todos que estavam ali, principalmente para as duas crianças que ficavam perguntando porque duas mulheres estavam se beijando e beijando também um homem. Elas mostravam o peito e faziam preliminares. Mas acabei saindo de maluca na história. Se elas me processarem, eu processo de volta”, disse.

A mulher que desce do carro no Leblon e agride Aline, após ser alvo de garrafas d’água e tem seu biquíni arrancado é a empresária Scheila Gmack. Em seu Instagram, ela diz:  “Apanhei e revidei. Estou certa?… eu acho que estou. Porque eu tenho certeza que não mereço apanhar à toa. Tenho minha filha, não ensino violência a ela, mas ensino a se defender. Bati. Bati, sim. Ela não se esquivou, não. Bati com força, foi um tapa bem dado. Só quero ficar em paz, e que ela fique em paz também. Não tenho raiva dela. Aline, minha querida, um beijo para você. Espero realmente que você tenha paz de espírito e que consiga se encontrar na sua vida, para você não sentir inveja dos outros, e que consiga de verdade alcançar todos os seus objetivos. Se seu objetivo for curtir o que a gente estava curtindo, um dia você chega lá, querida”.

Em sua defesa, Scheila contou ter sido chamada de vagabunda por Aline, antes de receber uma garrafada nas costas.. Porém o vídeo que viralizou também não registra esse momento.

“Quando passamos numa rua mais movimentada, escuto uma garota falar assim: ‘vagabunda’, olho para o lado, vejo ela com cara de deboche me mandar um beijo. Achei desnecessário, dei até risada (…)  O carro andou um pouquinho. Não satisfeita, ela taca uma garrafa d’água nas minhas costas, bem na hora que eu estava agachada (…) Tomei a garrafada nas costas, olhei diretamente para ela, porque eu já sabia que era ela, porque ela já tinha mexido comigo. Ela, com a maior cara de deboche, me manda outro beijo. Como eu não tenho sangue de barata, minha reação foi pular do carro”, disse.

“Tenho certeza de que não mereço apanhar à toa. Tenho minha filha, não ensino violência a ela, mas ensino a se defender. Enfim, bati, bati, sim, ela não se esquivou, bati com força e foi um tapa bem dado”, disse Scheila.

A apresentadora Xuxa se manifestou sobre o barraco no Leblon e ficou do lado de Scheila. “O cara é um panaca e a invejosa da mulher que levou um tapa na cara, deveria ter levado dois. Minha mãe me ensinou que violência gera violência, não bate em ninguém, mas também não leva. A mulher do carro estava na dela e a outra errou. Acho que a mulher do bar aprendeu, não é não!?”, escreveu Xuxa.

Crédito: Reprodução/InstagramA apresentadora Xuxa se manifestou sobre o barraco no Leblon

Priscilla Dornelles, a outra mulher envolvida no barraco no Leblon, que aparece no carro, disse ao colunista do Metrópoles, Léo Dias que vai processar a arquiteta Aline Araújo. “O que ela fez foi difamação. Não sou garota de programa e nem a Scheila. Will não nos contratou, ele é nosso amigo. Vou entrar com um processo por calúnia e difamação”, explicou.

O engenheiro Wilton Vacari também disse que tem intenção de processar a arquiteta Aline Araújo. “Só pra constar, sou engenheiro da Petrobras concursado, não pago mulher, minhas amigas são mulheres que trabalham, e se sustentam, não banco ninguém porque não preciso disso. Os vídeos estão circulando nos meus grupos de trabalho e isso mancha minha imagem perante a minha empresa. Vou processar a arquiteta e o homem covarde que agrediu Scheila dentro do meu carro. Fui lesado. Até minha avó recebeu esses vídeos”, afirmou ao Leo Dias.

“Sempre ando de carro com a capota aberta com as minhas amigas, pra mim é uma coisa natural, quem é meu amigo ou me acompanha no Insta sabe que eu faço isso toda semana. Vim beijando uma, depois outra, depois elas se beijavam. Coisa mais que normal para sociedade de hoje em dia. Faço isso toda semana grande, jamais iria passar no Leblon, onde sou cria, fazendo cenas obscenas ou preliminares. Foi o que a menina achou de desculpa pra tentar aliviar um pouco o erro dela”, considera.

O homem que arrancou o biquíni de Scheila durante o barraco no Leblon seria Maurício Barros Pitanga, empresário e namorado de Aline. Ele não se manifestou

Segundo Leo Dias, Scheila tem passagem pela polícia, justamente por agressão. “Ela me espancou sem eu fazer nada. Estava na praia com uns amigos e quando levantei para ir ao banheiro do quiosque, ela me deu um chute pelas costas, caí no chão e ela seguiu me chutando. Fiquei com olho roxo e bem machucada. Ela ficou rindo e debochando. É uma doente mental”, afirmou a vítima, que pediu ao colunista para ser identificada apenas como Natália.

Três dos envolvidos no barraco no Leblon, que viralizou nas redes sociais neste final de semana, tem passagem pela polícia e já haviam se envolvido em outras agressões. As informações foram obtidas pelo jornal Extra.

O motorista do conversível, a mulher que teve o biquíni arrancado e a arquiteta que arremessou as garrafas tem registros em delegacias do Rio de Janeiro, entre 2013 e o mês passado, por lesões corporais. Saiba os detalhes clicando aqui.

Cinco dias após o barraco no Leblon viralizar, Wilton registrou o boletim de ocorrência contra Aline pelas declarações que ela deu em suas redes sociais.

Após sofrer ataques na web, a arquiteta Aline Silva e decidiu reagir. Em posts antigos, uma das protagonistas do caso tem que lidar com comentários como: “Querem falar de respeito e feminismo, mas não respeitam a amiguinha”.