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Vítima de estupro coletivo é insultada e ofendida na internet

Por: Redação
iStock / airdone
Crédito: Getty Images/iStockphotoMenina de 12 anos vítima de estupro coletivo é condenada por internautas

Um novo caso de estupro coletivo foi registrado nesta sexta-feira, 5, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. A vítima dessa vez foi uma menina de 12 anos. O estupro, que aconteceu no domingo (30), está sendo investigado pela Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav). O crime foi registrado em vídeo.

O vídeo tem cerca de um minuto e foi disseminado nas redes sociais. Ele mostra a vítima cercada por quatro homens nus, enquanto um outro os filma. A menina grita enquanto é estuprada e tenta esconder seu rosto com uma almofada. Um dos estupradores diz: “Cala a boca, se alguém ouvir sua voz, vai saber que é tu”. Outro fala: “Tapa o rosto da novinha”.

Segundo a revista Veja, a vítima estaria sendo insultada na internet,  assim como aconteceu com a adolescente da zona oeste do Rio que sofreu a mesma violência há um ano, ofendida até em uma letra de funk. Nos dois casos, as violações foram filmadas e as imagens foram compartilhadas pelo WhatsApp.

Na internet, uma internauta que se diz conhecida da vítima escreveu que “não é a primeira vez que ela faz isso” e que a denúncia e a repercussão do estupro é “tempestade em copo d’água”. Outra diz que não houve estupro, e sim sexo consentido: “Agora os garotos se ferram… Ela tinha que chegar na mãe e na delegada, em quem for, e assumir que ela quis”. Um outro disse que ela é “bem danada”, e outro, que”ela estava lá porque quis”. Vários internautas pedem o link do vídeo.

Segundo a polícia, o local do estupro e os criminosos ainda estão sendo investigados. Os criminosos teriam ligações com o tráfico de drogas local. O nome do município da Baixada Fluminense não está sendo divulgado pela Dcav para a preservação da menina. Ela deve prestar depoimento nesta segunda-feira, 7. Segundo apontam as investigações, a menina teria sido enganada pelos estupradores, de modo que ficasse mais no local e fosse violentada. Quem armazenou e compartilhou as cenas também responderão pelo crime.

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