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Wal, “assessora” de Bolsonaro, recebeu R$ 17 mil da Câmara

Desde 2003, Wal constava como uma das 13 funcionárias do gabinete parlamentar, em Brasília

Por: Redação

A menos de dois meses para a disputa presidencial, o nome de Walderice Santos da Conceição, funcionária do gabinete de Jair Bolsonaro (PSL-RJ) na Câmara, volta a ganhar destaque no noticiário.

Segundo denúncia do jornal Folha de S. Paulo, feita no início deste ano, a vendedora de açaí em Angra dos Reis (RJ) atuava como servidora fantasma do deputado. E de janeiro a julho deste ano, recebeu R$ 17.240

Na última segunda-feira, 13, uma nova reportagem do jornal esteve em Angra dos Reis, onde averiguou que Walderice vendia açaí no mesmo horário  do suposto expediente. Fato que, possivelmente, desencadeou sua demissão.

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Crédito: Fábio Rodrigues Pozzebom/Ag. BrasilDesde 2003, a secretária constava como uma das 13 funcionárias do gabinete parlamentar, em Brasília, onde recebia salário bruto de R$ 1.416,33.

O desligamento de Walderice foi confirmado por Bolsonaro no inicio da noite de ontem e, numa entrevista, ele destacou: “o crime dela foi dar água para os cachorros”. “Eu cheguei em Brasília hoje e ela tinha se demitido. Por coincidência a Folha estava lá de novo”, disse.

Desde 2003, a secretária constava como uma das 13 funcionárias do gabinete parlamentar, em Brasília, onde recebia salário bruto de R$ 1.416,33.

Mas afinal, quem é e o que faz Walderice ?

O nome de Walderice veio à tona na última quinta-feira, 9, durante debate entre os presidenciáveis transmitido pela Bandeirantes. Na ocasião, Guilherme Boulos, do PSOL, questionou Jair Bolsonaro sobre a suposta fraude.

Como resposta, o candidato já recorreu a diferentes versões sobre a acusação: primeiro, que o estabelecimento de açaí pertencia à irmã de Walderice.

Ou que, na época da primeira reportagem da Folha, a secretária de gabinete estava em período de férias. Justificativa usada, inclusive, na noite do debate. “A sra. Wal, sra. Walderice, é uma funcionária minha em Angra dos Reis. Quando a Folha de S.Paulo foi lá [em janeiro] e não achou, botou manchete no dia seguinte de que ela estaria lá fantasma. Só que em boletim administrativo da Câmara dos Deputados de dezembro ela estava de férias”.

Além da lojinha de açaí, relatos de moradores indicam que Wal e o marido Edenílson cuidam da casa de veraneio de Bolsonaro em Mambucaba, próximo a Angra dos Reis./Com informações da Folha de S. Paulo. 

 

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