Aimê: nova confeitaria do grupo Aizomê mistura Japão e Brasil em doces, pães e bebidas com cafés

Nova casa de Telma Shimizu e Rafael Aoki aposta no conceito de “hakugashi” e reúne confeitaria, panificação, cafeteria e laboratório em Pinheiros

A proposta do Aimê mistura confeitaria, panificação e cafeteria em um espaço que também funciona como laboratório para pesquisas e novas criações
A proposta do Aimê mistura confeitaria, panificação e cafeteria em um espaço que também funciona como laboratório para pesquisas e novas criações - Rafael Salvador | Divulgação

Quem gosta de descobrir lugares novos para tomar um café e comer um docinho vai ter mais um endereço para colocar no radar. O grupo Aizomê acaba de inaugurar o Aimê, nova casa da chef Telma Shimizu e do chef pâtissier Rafael Aoki, em Pinheiros. A proposta mistura confeitaria, panificação e cafeteria em um espaço que também funciona como laboratório para pesquisas e novas criações.

Mais do que uma nova marca do grupo, o Aimê nasce com identidade própria e aposta em um conceito criado por Telma: o hakugashi, uma confeitaria inspirada na cultura e na filosofia japonesas, mas que coloca os ingredientes brasileiros no centro da receita.

Uma nova forma de fazer confeitaria nipo-brasileira

A ideia do hakugashi parte de uma provocação. Se no Japão existem os wagashi, doces tradicionais japoneses, e os yōgashi, preparos de inspiração ocidental adaptados ao país, Telma propõe um novo caminho para representar uma confeitaria que nasce do encontro entre Brasil e Japão.

O nome combina “haku”, referência à antiga grafia usada para denominar o Brasil em japonês, com “gashi”, de kashi, que significa doce. Na prática, isso aparece em receitas que usam técnicas japonesas, atenção aos detalhes e equilíbrio no açúcar para valorizar ingredientes e sabores brasileiros.

O Dorayaki de Cupuaçu é uma das criações que segue a filosofia hakugashi do Aimê
O Dorayaki de Cupuaçu é uma das criações que segue a filosofia hakugashi do Aimê - Rafael Salvador | Divulgação

É o caso do Dorayaki de Cupuaçu e do Ichigo Short Cake sem lactose, além de criações autorais como o Hakumitsu, uma releitura da clássica torta de limão brasileira que combina mousse de yuzu e mel de jataí, castanha-de-caju, pera e kanten de yuzu.

A vitrine também terá o Choux Cream Black, com craquelin de carvão de bambu e creme de matcha, e o Koboku, que mistura mousse de hojicha, bergamota, praliné de massa folhada e cumaru.

Do docinho ao sanduíche

A ideia é que o Aimê funcione em diferentes momentos do dia. A casa tem cerca de 20 lugares no salão, além de mesas na calçada, e serve pães, choux, salgados, sandos, doces de vitrine, sobremesas, cafés especiais e chás japoneses.

O encontro entre os dois países aparece até nos pequenos bocados. A vitrine de bombons terá nove sabores feitos com chocolate brasileiro elaborado desde a origem. Entre eles estão matcha com cambuci, goiaba com shiso e banana caramelada com kinako.

Tamago Sando com sunomono de maxixe
Tamago Sando com sunomono de maxixe - Rafael Salvador | Divulgação

Na parte salgada, o cardápio traz preparos como o Wagyu Karepan, o Tamago Sando com sunomono de maxixe, o Hotto Pochi, uma versão de cachorro-quente japonês, e o shiopan de alho japonês, recheado com creme de alho assado, Catupiry e missô.

Tem ainda o Mocheese, que brinca com dois clássicos: o pão de queijo brasileiro e o mochi japonês, com queijos artesanais selecionados para a receita.

Café e matcha também entram na brincadeira

No Aimê, as bebidas não aparecem apenas como coadjuvantes. A seleção de cafés foi desenvolvida em parceria com Cauã Sperling, especialista em torra, extração e seleção de grãos, e terá entre cinco e sete opções ao longo do ano, com diferentes origens, perfis e métodos de preparo. Entre os destaques estão os filtrados pelo método japonês Origami.

A casa também criou bebidas que levam para o copo a mesma mistura de referências. O Café, Coco e Cacau, por exemplo, combina água de coco, espuma de mel de cacau e espresso, que é incorporado à bebida na hora de beber.

Já o Matcha, Yuzu e Mel junta água de coco, matcha e espuma de matcha com mel de uruçu-amarela. O Matcha Jabuticaba Latte coloca compota de jabuticaba, leite e matcha lado a lado.

O Matcha Jabuticaba Latte coloca compota de jabuticaba, leite e matcha lado a lado
O Matcha Jabuticaba Latte coloca compota de jabuticaba, leite e matcha lado a lado - Rafael Salvador | Divulgação

Os chás japoneses também ganham uma seleção especial, incluindo diferentes categorias de matcha e outras variedades importadas do Japão. Parte dos cafés e chás servidos no espaço poderá ainda ser levada para casa.

Com cardápio dinâmico, receitas sazonais e espaço dedicado à pesquisa, o Aimê chega a Pinheiros como uma espécie de laboratório aberto para novas ideias — e mostra que a mistura entre Brasil e Japão pode ir muito além do sushi.

Serviço:
Aimê | @aimehakugashi
Endereço: Rua Benjamin Egas, 275, Pinheiros, São Paulo – SP
Horário de funcionamento: terça à sábado, das 9h às 18h; domingo, das 10h às 18h;