LOUD conquista o bicampeonato mundial de VALORANT e escreve um novo capítulo para os esports brasileiros
O Brasil voltou ao topo do VALORANT mundial neste domingo, 18 de outubro. Em Xangai, na China, a LOUD derrotou a Team Vitality por 3 a 1 na grande final do Champions 2026 e se tornou a primeira organização bicampeã do torneio. Quatro anos depois da conquista em Istambul, o troféu voltou para a equipe brasileira, acompanhado de uma premiação de US$ 1 milhão.
A decisão foi disputada em uma série melhor de cinco mapas. A LOUD abriu com uma vitória apertada por 13 a 11 na Summit, mas viu a Vitality reagir e empatar com um 13 a 8 na Lotus. A resposta veio na Sunset: vitória por 13 a 5, que colocou os brasileiros novamente à frente. Na Haven, o 13 a 10 encerrou a disputa e confirmou o título, sem necessidade do quinto mapa.

O confronto também encerrou uma rivalidade construída dentro do próprio campeonato. A Vitality havia vencido o primeiro encontro, na fase de grupos. Nos playoffs, a LOUD deu o troco na final da chave superior e garantiu passagem direta à decisão. No terceiro duelo entre as equipes, levou a melhor novamente. Antes disso, havia superado Paper Rex e NRG no caminho até a final.
Uma das maiores curiosidades desse bicampeonato está no elenco: nenhum dos cinco titulares participou da conquista de 2022. A formação campeã reúne os brasileiros lukxo e tkzin, o chileno erde, o colombiano Darker e o português DaviH. Segundo o ge, todos estreavam em competições internacionais. Uma organização brasileira, portanto, chegou ao topo com uma equipe que também expressa a conexão entre diferentes países no esporte eletrônico.
A juventude foi outra marca da campanha. Com média de aproximadamente 20 anos, a LOUD se tornou a formação mais jovem a conquistar o Champions. O título ainda colocou Chile, Colômbia e Portugal na lista de países com jogadores campeões do torneio, por meio de erde, Darker e DaviH, respectivamente.
Na final, tkzin somou 77 eliminações, o maior total entre os jogadores da LOUD na série. Já o capitão erde recebeu o prêmio de melhor jogador do campeonato. Aos 18 anos, o chileno encerrou a competição com o troféu coletivo e o reconhecimento individual.
A história do capitão também trouxe um momento de emoção à celebração. Na entrevista após o título, erde contou que sua mãe havia morrido dois dias antes da estreia no campeonato. O relato revelou uma dimensão humana que o placar não consegue mostrar: por trás das jogadas decisivas, existem pessoas lidando com perdas, expectativas e responsabilidades.
Para quem acompanha o desenvolvimento dos esports, essa conquista convida a olhar para a formação dos atletas. Uma geração que chega pela primeira vez ao palco internacional e termina campeã reforça a importância de criar oportunidades para novos talentos. Isso exige competições de base, orientação, acompanhamento e organizações dispostas a investir em trajetórias.
O bicampeonato da LOUD oferece ao cenário brasileiro uma conquista para celebrar e uma pergunta para trabalhar: como ampliar os caminhos para que outros jogadores também possam chegar até lá? O entusiasmo provocado por uma final mundial pode ajudar a mobilizar esse esforço, conectando a torcida ao desenvolvimento contínuo do esporte eletrônico.