Com duas raquetes, bolinha e uma mesa, projeto ‘Ping Point’ quer transformar o espaço público de SP

Por: Redação | Comunicar erro

“Como uma simples mesa pode mudar todo o espaço público?” pergunta o arquiteto paulistano Dimitre Galego, idealizador do projeto Ping Point, que buscou inspiração nas populares mesas de ping pong espalhadas pelas ruas de Barcelona, para trazer a ideia à capital paulista. Mais especificamente nos Largos São Francisco e da Batata.

Durante os anos que moraram na Espanha, Dimitre e sua esposa Luciana Antunes, também arquiteta, se tornaram assíduos praticantes do ping pong de rua. “Ficamos fascinados com o impacto positivo que esses equipamentos traziam para a cidade, promovendo a utilização do espaço público, a atividade física, mas, principalmente, a interação social”. Assim surgiu o primeiro esboço do projeto, ainda itinerante, que levava a mesa para diferentes espaços públicos da cidade.

Após quase um ano de pesquisa e trabalho, eles desenvolveram uma mesa especialmente pensada para ficar nas ruas: de baixa manutenção, mais resistente a sol, chuva, vento e o que vier, além de eventuais vandalismos que possam acontecer. “Tentamos produzir um material que fosse o mais próximo dos padrões oficiais, mas um pouco mais criativo, artístico e inovador do que as mesas que víamos em Barcelona”, revela Dimitre. O desenho final resultou em uma mesa totalmente soldada em aço com tratamento anticorrosão, numa única peça pré-fabricada.

Reprodução
Para quem não tiver raquetes e bolinha, uma banca de jornal no Largo da Batata oferece o material

Para dar vida ao projeto, o casal decidiu tirar as economias do próprio bolso, além de promover uma campanha de financiamento coletivo bem sucedida pelo site Catarse “A única ajuda da prefeitura que tivemos foi com o processo de regularização, que a princípio ainda resistiu à ideia do projeto na subprefeitura de Pinheiros”.

Sobre a instalação de possíveis novas mesas na cidade, o arquiteto revela a falta de apoio financeiro. Enquanto isso, dá sequencia ao projeto de levar outras mesas para diferentes endereços da cidade.

Raquete na mão e uma ideia na cabeça

Inventado pelos ingleses no século 19 quando ainda a rede era feita de pilha de livros, a bolinha de rolha de garrafa e as raquetes de caixas de charuto, o ping pong é hoje um dos mais populares esportes do mundo.

Capaz de envolver gente de todas as idades, o caráter agregador do esporte foi o que motivou Luciana e Dimitre a apostarem na ideia “Além de ser uma atividade esportiva, o que é importante pra saúde, o ping pong integra as pessoas de todas as origens, classes e idades. Uma opção de lazer acessível para uma cidade que precisa de mais espaços públicos”.

Fotos: Paulo Henrique Baumann e Leonardo Silvério

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