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Globo: Bolsonaro vai detestar a informação da PF sobre a facada

Por: Gilberto Dimenstein

Segundo O Globo, a Polícia Federal informou ao ministro Sergio Moro que não conseguiu encontrar mandantes no atentado contra o presidente Jair Bolsonaro.
Adélio Bispo Oliveira teria agido sozinho.
Bolsonaro estimulou a versão de que a facada faria parte de um complô das esquerdas – e até fez uma cobrança pública à polícia.
O resultado não é novidade.

A Revista Época entrevistou 22 pessoas próximas à investigação realizada pela Polícia Federal.
Certamente Bolsonaro não vai gostar: desmonta todos as suas afirmações de que ele seria vítima de um complô para matá-lo.

Capa da revista Época

Resultado da reportagem: o que se pode dizer, com certeza: ainda não se descobriu nada de relevante sobre se existiria alguém associado a Adélio.
Não se descobriu um único sinal de concreto de que ele não teria agido sozinho.
A grande suspeita: ele seria um doente mental com surtos paranóicos.
Mas quem, afinal, teria bancado os caros advogados?
A revista mostra que sobrou à PF uma esperança para responder essa pergunta: um celular capaz, quem sabe, de ligar o atentado ao PCC.

Trecho da reportagem:

Um ponto em especial tem concentrado a atenção do delegado Rodrigo Fernandes: quem está por atrás do quinteto de advogados — liderado por Zanone Manuel de Oliveira — que defende Adélio Bispo?
Na semana passada, o delegado aguardava o resultado da perícia no telefone de Zanone de Oliveira, apreendido três dias antes do último Natal.
Foi uma operação com excepcional demonstração de força, envolvendo 24 policiais do Comando de Operações Táticas da PF — que exibiam fuzis leves e farda camuflada —, na casa, num hotel e numa locadora de veículos pertencentes ao advogado.

Mas é com a hipótese mais bombástica surgida até agora que a PF gasta boa parte do tempo.
A nova linha de investigação é sussurrada em corredores do Palácio do Planalto e do Ministério da Justiça.
Os agentes procuram provas de que a defesa de Bispo possa ter sido paga por integrantes mineiros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), associação de presidiários que, de São Paulo, tem se expandido país afora.

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Por: Gilberto Dimenstein

Jornalista, educador e fundador da Catraca Livre.