Fotos contam a história das creches da Rocinha e Cantagalo

Quem trabalha diretamente com crianças sabe que o conceito de cidade educadora passa pelo entendimento de que toda criança tem direito a espaços públicos de qualidade, tanto para o lazer quanto para a educação, assistência e acolhimento. Creches e escolas públicas são direito de todos. Porém, se ainda hoje estamos distantes do ambiente ideal para o desenvolvimento da infância, imagine qual era o cenário nos anos 60?

A história das creches comunitárias e filantrópicas das comunidades da Rocinha e do Cantagalo, no Rio de Janeiro, é prova disso. Foi preciso o envolvimento de muitas famílias, mães e pais que puseram a ‘mão na massa’ para que esses espaços fossem erguidos e possam existir hoje como são.

Para resgatar essas memórias de mais de mais de 50 anos, o projeto “De Mãos Dadas“, do Centro de Criação de Imagem Popular, criou uma exposição com mais de 200 fotos que mostram ao público como foram erguidos oito centros públicos de acolhida às crianças da região.

As fotos contam a história da fundação de creches comunitárias da Rocinha e Cantagalo, erguidas pelos próprios moradores. Hoje, as creches oferecem cuidado e educação e para mais de 600 crianças de até seis anos.
As fotos contam a história da fundação de creches comunitárias da Rocinha e Cantagalo, erguidas pelos próprios moradores.

As imagens foram reunidas pelos próprios fundadores e famílias de crianças que são ou já foram atendidas nestes espaços, e mostram registros da construção, das equipes que trabalham, das crianças e do dia-a-dia das creches no passado e no presente. Não se sabe a autoria exata de cada uma das imagens, apenas que foram registradas por moradores, famílias e até crianças que se envolveram ativamente na construção das creches.

A mostra “Creche e Família: Histórias que se cruzam” estará aberta ao público nos dias 22 e 23 de outubro – sábado e domingo – , das 13h às 17h, na OI Kabum Ipanema. Para saber mais, clique aqui.

Cuidar de uma criança: responsabilidade de todos

Maria Lúcia Lara, coordenadora pedagógica do projeto, conta que a maior parte dos fundadores eram mulheres que cuidavam dos filhos dos vizinhos enquanto suas mães iam trabalhar. Memórias como essa ajudam a entender o processo do conceito de ‘educação’ como ele foi concebido até aqui, revelando memórias de um tempo em que, para cuidar do filho ‘dos outros’ era tão importante quanto cuidar do seu próprio.

“A criação dessas creches tem uma história de ação coletiva e de resistência.  Atualmente, a lógica das creches comunitárias é outra: a educação infantil é entendida como um direito da criança, fundamental para o seu desenvolvimento, e não somente um lugar em que ela é deixada enquanto os pais trabalham”, explica Maria Lúcia.

Hoje, as creches oferecem cuidado e educação e para mais de 600 crianças de até seis anos.
Hoje, as creches oferecem cuidado e educação e para mais de 600 crianças de até seis anos.

‘De mãos dadas’: saiba mais sobre o projeto

R$ 233 reais. Este é o valor que as creches municipais do Rio de Janeiro recebem da Secretaria de Educação para cada criança. A quantia, muito abaixo do que é repassado pela prefeitura a outros equipamentos, não representa uma contrapartida suficiente para todo o trabalho realizado pelas creches da cidade, que constantemente precisam adaptar suas metodologias para atender às exigências da Secretaria.

Para minimizar esse problema, surgiu, em 2011, o projeto “De Mãos Dadas”, que atua para contribuir o direito de acesso a creches de qualidade, que ofereçam atendimento humanizado às crianças e famílias da Rocinha e Cantagalo.  O projeto é financiado pelo Instituto Dynamo, e realizado pelo CECIP (Centro de Criação de Imagem Popular), uma organização não-governamental que atua em educação, comunicação e fortalecimento da cidadania.

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