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Hassum se manifesta sobre denúncia de assédio contra Marcius Melhem

"Sempre estarei do lado da vítima, nunca do culpado", afirmou o humorista

Por: Redação
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O humorista Leandro Hassum se manifestou, pela primeira vez, durante entrevista para a revista Veja, sobre as denúncias de assédio moral e sexual contra seu antigo parceiro de trabalho Marcius Melhem. Hassum que nunca viu qualquer coisa relacionada enquanto trabalhou Melhem. Os dois contracenaram juntos durante anos em com programa, série e filmes de ‘Os Caras de Pau’, na Globo.

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Crédito: Reprodução/Instagram e GNTHassum se manifesta sobre denúncia de assédio contra Marcius Melhem

“Tem oito anos que não trabalho nem falo com o Marcius. Enquanto estivemos juntos, nunca presenciei nenhum episódio de assédio. O caso dele está nas mãos da Justiça. Sempre estarei do lado da vítima, nunca do culpado”, afirmou Hassum à revista Veja.

Leandro Hassum saiu da Globo no ano passado e e atualmente tem um programa no canal TNT, além de contrato para filmes com a Netflix.

Entenda o caso

Marcius Melhem foi demitido da Globo após 17 anos trabalhando para a emissora. O artista enfrentava acusações de assédio moral feita por atrizes do núcleo humorístico, mas desde março, ele estava afastado para acompanhar o tratamento de sua filha no exterior. Foi com seu retorno que aconteceu a dispensa.

Marcius Melhem foi acusado de cometer assédio moral na Globo, no final do ano passado. Diversos humoristas que trabalham com o Coordenador do Departamento de Humor da emissora carioca teriam feito a denúncia oficialmente nos bastidores do canal.

De acordo com o colunista Léo Dias, do Uol, Dani Calabresa e Maria Clara Gueiros são alguns dos nomes que levaram a reclamação adiante. Marcelo Adnet, aliás, teria ficado sabendo das reclamações e, ao que parece, ficou do lado das atrizes. Tanto Maria Clara quanto Adnet negaram as informações na ocasião.

Após demissão do ator e diretor Marcius Melhem da TV Globo em agosto, e das acusações de assédio sexual, as supostas vítimas se pronunciaram através da advogada Mayra Cotta.

A representante legal disse que as funcionárias revelaram que Melhem agia de forma ‘violenta’, utilizava de seu poder hierárquico para constrange-las e ainda chegou a trancar mulheres em salas para assediá-las.

Mayra afirma que as mulheres denunciaram o artista ao setor de compliance da empresa, que instaurou um procedimento interno para checar os casos. Mas, descontentes com desfecho do processo, elas resolveram de unir para expor o que passaram, incluindo o comportamento de Marcius Melhem enquanto chefe. De acordo com a advogada, o caso foi varrido para de baixo do tapete.

Entretanto, elas não ficaram satisfeitas com o desfecho do processo e resolveram se organizar para expor “tudo o que elas passaram e toda a gravidade do comportamento que o ” e “para que ele não fosse simplesmente varrido para debaixo do tapete”, diz a advogada.

Para saber mais, clique aqui.

Como denunciar caso de assédio sexual

  • Peça ajuda a quem estiver por perto e acione policiais que estiverem no local. Depois, registre um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima. Casos assim não podem ser registrados por boletim de ocorrência online;
  • Guarde todas as informações que conseguir referentes ao assédio: anote o dia, horário e local, nome e contato de testemunhas, características do agressor, tire fotos, filme etc. Verifique também se há câmeras no local do crime, pois, a partir disso, as imagens poderão ser solicitadas. Quando fizer o boletim de ocorrência ou qualquer outro tipo de denúncia, é importante levar o maior número de provas do ocorrido. Isso inclui vídeos e fotos no celular, testemunhas, conversas em redes sociais, entre outras. As autoridades policiais precisam de material para conduzir a investigação e a depender do caso, repassar para o Ministério Público. Muitos casos não seguem por falta de provas ou falta de indícios de quem é o autor;
  • Infelizmente, é comum o uso de drogas como “Boa Noite Cinderela” e outras para que a vítima fique sonolenta e mais suscetível ao estupro. Caso o abuso tenha ocorrido através desta prática, é importante que a vítima faça o Exame Toxicológico (através de exame de sangue e urina) em no máximo 5 dias após a ingestão. O ideal é realizar o exame o quanto antes possível;
  • Você pode fazer uma denúncia pelos telefones da Polícia Militar (190) e do Disque 180; É importante ressaltar que a autoridade policial não pode se recusar a registrar a ocorrência. Infelizmente, há casos em que a autoridade policial tenta dissuadir a vítima de fazer o boletim. Caso isso aconteça, registre uma reclamação na ouvidoria do órgão em que ocorreu a recusa. Sendo ineficaz, procure o Ministério Público local para denunciar a recusa e o crime.

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