Iza se revolta com racismo e teme pela vida que o filho terá

‘Rezo todos os dias para que meus filhos nasçam em mundo melhor’

Por: Redação

Iza usou seu Instagram para fazer um desabafo sobre os últimos acontecimentos envolvendo racismo, como o caso de João Pedro, morto pela polícia do Rio de Janeiro, e George Floyd, assassinado pela polícia dos Estados Unidos.

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Crédito: Reprodução/Instagram Iza fez um desabafo sobre racismo em meio à crise mundial após assassinato de George Floyd

A cantora publicou uma foto de quando era criança e refletiu sobre o que lhe vem à cabeça quando olha a imagem. Segundo ela, o fato de pensar que seus filhos correm risco de sofrer com racismo a deixa apreensiva.

“Essa foto é velhinha demais, mas morro de amores por ela. Acho que eu tinha uns 3 aninhos na época (me diz aí, mãe). E toda vez que eu olho pra essa foto eu penso: como será que meu filhote vai ser?. Sei lá, essa foto me faz questionar isso mais que outras fotos que tenho aqui em casa”, disse.

“O triste é que ultimamente eu não só me pergunto como ele será. Eu me pergunto se ele também vai passar pelas mesmas coisas que eu passei. Se vão julgar ele pela cor, pela origem, por ser quem é. Se ele vai receber olhares, julgamentos e vai até se questionar se devia estar ali. Eu rezo todos os dias para que meus filhos nasçam em mundo melhor. Um mundo que mereça seus sonhos. Um mundo que simplesmente o deixe viver”, completou.

Por fim, Iza se mostrou otimista, mas não deixou de exacerbar sua revolta: “Eu oro para que meus filhos não vivam com medo, triste realidade nossa. Minha timeline essa semana estava repleta de manifestações e do horror que o racismo nos faz viver ainda hoje, em 2020. É inacreditável ainda termos que protestar e gritar que vidas negras importam porque até hoje, mesmo com a linda filosofia de que todas as vidas importam (e sim, todas devem importar), nós continuamos morrendo e sendo resumidos a números. Chega. Nós não queremos morrer. Nós, porque quando um de nós morre todos nós morremos. Nos deixem respirar”.

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Essa foto é velhinha demais mas morro de amores por ela. Acho que eu tinha uns 3 aninhos na época (me diz aí, mãe). E toda vez que eu olho pra essa foto eu penso: “Como será que meu filhote vai ser?”. Sei lá, essa foto me faz questionar isso mais que outras fotos que tenho aqui em casa. O triste é que ultimamente eu não só me pergunto como ele será. Eu me pergunto se ele também vai passar pelas mesmas coisas que eu passei. Se vão julgar ele pela cor, pela origem, por ser quem é. Se ele vai receber olhares, julgamentos e vai até se questionar se devia estar ali. Eu rezo todos os dias para que meus filhos nasçam em mundo melhor. Um mundo que mereça seus sonhos. Um mundo que simplesmente o deixe viver. Eu oro para que meus filhos não vivam com medo, triste realidade nossa. Minha timeline essa semana estava repleta de manisfestações e do horror que o racismo nos faz viver ainda hoje, em 2020. É inacreditável ainda termos que protestar e gritar que vidas negras importam porque até hoje, mesmo com a linda filosofia de que todas as vidas importam (e sim, todas devem importar), nós continuamos morrendo e sendo resumidos a números. Chega. Nós não queremos morrer. Nós, porque quando um de nós morre todos nós morremos. Nos deixem respirar. E que todos os que estão postando sobre os últimos fatos tenebrosos não façam apenas parte de uma corrente e sim entendam que essa luta precisa de todos nós para ser vencida. Todos os dias. Pelo João Pedro, George Floyd, por todos que se foram e por todos que virão. ✊🏾❤️ #vidasnegrasimportam #blacklivesmatter

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Racismo: saiba como denunciar

Racismo é crime previsto pela Lei 7.716/89 e deve sempre ser denunciado, mas muitas vezes não sabemos o que fazer diante de uma situação como essa, nem como denunciar, e o caso acaba passando batido.

Para começar, é preciso entender que a legislação define como crime a discriminação pela raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, prevendo punição de 1 a 5 anos de prisão e multa aos infratores.

A denúncia pode ser feita tanto pela internet, quanto em delegacias comuns e nas que prestam serviços direcionados a crimes raciais, como as Delegacias de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), que funcionam em São Paulo e no Rio de Janeiro.

No Brasil, há uma diferença quando o racismo é direcionado a uma pessoa e quando é contra um grupo. Saiba mais como denunciar e o que fazer em caso de racismo e preconceito neste link.