Leandro Narloch agradece elogio de Bolsonaro após demissão da CNN

O presidente usou suas redes sociais para enaltecer comentaristas conservadores e deixou Narloch agradecido

Por: Redação

Leandro Narloch agradeceu, nesta segunda-feira, 13, o elogio que recebeu do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), no último sábado, após ser demitido da CNN Brasil com acusações de homofobia.

Crédito: Reprodução/CNN e Agência BrasilLeandro Narloch agradece elogio de Bolsonaro após demissão da CNN

“Eu gostei da mensagem do presidente. Não concordo com ele. Na CNN, eu critiquei muito mais ele do que apoiei, todo dia eu criticava ele, mas achei o texto bem escrito. Um texto de estadista, o que é meio raro ali nos tuítes do Bolsonaro”, afirmou o jornalista em entrevista ao Morning Show, na Rádio Jovem Pan.

No sábado, Bolsonaro postou no Twitter uma mensagem falando sobre alguns jornalistas e comentaristas da TV. “Luís Lacombe, Leandro Narloch, Caio Coppolla e Rodrigo Constantino possuem algo em comum, que é opinião própria e independência. Isso já é suficiente para serem considerados nocivos dentro de grande parte da mídia, hoje completamente dominada pelo pensamento de esquerda radical”, disse o presidente.

Em seguida, Bolsonaro completou: “Não tenho relação com nenhum desses. Inclusive, por diversas vezes, sou alvo de suas críticas. Mas no Brasil formou-se um cenário onde não ser radicalmente crítico a um governo conservador/liberal já é motivo para ilações e perseguições. A esquerda não respeita a democracia”.

O jornalista foi demitido porque durante sua participação no programa Live CNN, na última quarta-feira, 8, ele distorceu uma pesquisa sobre gays com HIV para afirmar que a comunidade homossexual no país é mais propensa a ser soropositiva.

Durante a entrevista na Jovem Pan, Narloch, mais uma vez, se disse vítima da cultura do cancelamento. Logo após receber a noticia de sua demissão, o comentarista já havia apontado esse como o real motivo de seu desligamento da emissora.

“A cultura de cancelamento me pegou. A CNN informou agora que, depois da polêmica desta semana, decidiu rescindir meu contrato. Lamento pelo motivo. Não sou nem fui homofóbico, tenho horror a homofobia e concordei explicitamente com a doação de sangue por homossexuais”, afirmou Narloch.

Homofobia é crime!

Desde junho de 2019, o Supremo Tribunal Federal decidiu que o crime de homofobia deve ser equiparado ao de racismo.

Os magistrados entenderam que houve omissão inconstitucional do Congresso Nacional por não editar lei que criminalize atos de homofobia e de transfobia. Por isso, coube ao Supremo aplicar a lei do racismo para preencher esse espaço.

Entretanto, apesar da notícia positiva, poucos LGBT sabem o que podem fazer caso sejam vítimas de algum crime do tipo. Para mais informações, clique aqui.

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