Tata Werneck e Gagliasso protestam contra assassinato de músico

Monica Iozzi, Leandra Leal, e outros famosos se manifestaram

Por: Redação Comunicar erro

Os artistas Bruno Gagliasso, Tatá Werneck, Monica Iozzi, Leandra Leal, e outros famosos se manifestaram contra o assassinato com 80 tiros de fuzil, disparados por militares do Exército, contra o carro do músico Evaldo Rosa dos Santos, de 46 anos, na tarde de domingo, 7, em Guadalupe, zona norte do Rio de Janeiro. Além dele, estavam  no veículo sua esposa, seu filho e uma amiga.

Crédito: Reprodução/FacebookEvaldo foi morto pelo Exército tendo seu carro alvejado com 80 tiros de fuzil

Tatá Werneck publicou em seu Instagram a frase “80 tiros não podem ser 1 engano”, e na legenda escreveu: “Não venham dizer que é mimimi. ‘Mimimi é a resposta mais fácil daqueles que não querem olhar para um fato. Para um crime”, com a hashtag #vidasnegrasimportam.

A ação dos militares foi questionada por Leandra Leal “Evaldo Rosa dos Santos, 51 anos. Músico. Estava indo com sua família para um chá de bebê. Foi atingido por três disparos. O Exército disparou 80 vezes, de fuzil, contra o carro de Evaldo, que carregava família e amigos. Todas as vidas importam. Até quando? A quem interessa essa política de extermínio?”, disse a atri em sua conta no Instagram.

Monica Iozzi  cobrou uma ação do ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro. “Aguardamos o posicionamento do ministro da Justiça”.

Em uma outra publicação, Mônica questionou o fato do próprio Exército ser o responsável pela investigação do crime que cometeu e disparou ironia para Michel Temer, que quando presidente sancionou lei que crimes dolosos contra a vida cometido por militares são investigados pela Justiça Militar da União.

“Quando o exército mata civis inocentes, quem investiga o exército? O próprio exército. Obrigada, Michel Temer”, escreveu.

Bruno Gagliasso, Leticia Colin, Débora Falabella e Alice Wegmann também se manifestaram contra o assassinato.

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#Repost @spartakus • • • 80 TIROS. Foi isso que uma família negra recebeu por apenas existir. Evaldo Manduca, pai e músico, foi assassinado em frente aos seus filhos enquanto toda a sua família foi fuzilada pelo exército em Guadalupe, no Rio de Janeiro.  Quantas vezes uma família branca foi morta pelo próprio estado? Que agentes de segurança são esses que ao invés de nos proteger nos exterminam? Que Brasil é esse que vê uma família inocente receber 80 TIROS e não fica indignado? Até quando vão negar o genocídio negro que acontece nesse país? – Militares do Exército mataram o cavaquinista Evaldo Manduca, ex-integrante do grupo de samba Remelexo da Cor, após abrirem fogo contra o carro que o músico dirigia, na tarde deste domingo (7/4) em Guadalupe, zona oeste do Rio. O sogro da vítima, até o momento identificado apenas como Sérgio, também foi baleado durante o ataque. Por pouco, a tragédia não foi ainda maior: além do músico, estavam no veículo sua mulher e seu filho, de apenas sete anos, que não foram atingidos. Mesmo após a confirmação da identidade da vítima, o Comando Militar do Leste, responsável pelo Exército no Rio de Janeiro, segue mantendo a fantasiosa versão de que dois homens teriam atirado contra os militares, que apenas teriam "respondido à agressão". Vídeos que circulam nas redes sociais registram a revolta dos moradores com o ocorrido: “Nós somos trabalhadores e vocês são assassinos”. por @levantenegro

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#Repost @spartakus 80 TIROS. Foi isso que uma família negra recebeu por apenas existir. Evaldo Manduca, pai e músico, foi assassinado em frente aos seus filhos enquanto toda a sua família foi fuzilada pelo exército em Guadalupe, no Rio de Janeiro. Quantas vezes uma família branca foi morta pelo próprio estado? Que agentes de segurança são esses que ao invés de nos proteger nos exterminam? Que Brasil é esse que vê uma família inocente receber 80 TIROS e não fica indignado? Até quando vão negar o genocídio negro que acontece nesse país? – Militares do Exército mataram o cavaquinista Evaldo Manduca, ex-integrante do grupo de samba Remelexo da Cor, após abrirem fogo contra o carro que o músico dirigia, na tarde deste domingo (7/4) em Guadalupe, zona oeste do Rio. O sogro da vítima, até o momento identificado apenas como Sérgio, também foi baleado durante o ataque. Por pouco, a tragédia não foi ainda maior: além do músico, estavam no veículo sua mulher e seu filho, de apenas sete anos, que não foram atingidos. Mesmo após a confirmação da identidade da vítima, o Comando Militar do Leste, responsável pelo Exército no Rio de Janeiro, segue mantendo a fantasiosa versão de que dois homens teriam atirado contra os militares, que apenas teriam "respondido à agressão". Vídeos que circulam nas redes sociais registram a revolta dos moradores com o ocorrido: “Nós somos trabalhadores e vocês são assassinos”. por @levantenegro

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