Nem soja nem canola: veja qual é o óleo mais saudável para cozinhar

Nem todo óleo é igual, e a escolha certa pode fazer diferença real na saúde e no sabor das refeições

04/02/2026 12:30

O óleo utilizado no preparo dos alimentos influencia diretamente a qualidade nutricional das refeições. Além de afetar o sabor, ele interfere no perfil de gorduras ingeridas diariamente, podendo contribuir para a saúde cardiovascular ou, ao contrário, favorecer processos inflamatórios quando mal escolhido.

Muitas pessoas acreditam que todo óleo vegetal é automaticamente saudável, mas isso não é verdade. O método de extração, o tipo de gordura predominante e a resistência ao calor são fatores determinantes na hora de decidir qual óleo usar.

Nem todo óleo é igual; conheça as opções mais saudáveis
Nem todo óleo é igual; conheça as opções mais saudáveis - NineLives/istoc

O que define um óleo de cozinha saudável

Um óleo considerado saudável reúne três características principais:

  • Predominância de gorduras boas, como as monoinsaturadas
  • Boa estabilidade térmica, para não oxidar facilmente ao aquecer
  • Baixo grau de processamento, preservando nutrientes naturais

Quando expostos a altas temperaturas, alguns óleos se degradam e liberam substâncias prejudiciais. Por isso, o melhor óleo de cozinha não é apenas aquele com fama de saudável, mas o mais adequado para cada tipo de preparo.

Azeite de oliva extra-virgem: o favorito para o dia a dia

O azeite de oliva extra-virgem é amplamente considerado um dos óleos mais saudáveis do mundo. Rico em gorduras monoinsaturadas e compostos antioxidantes, ele ajuda a proteger o coração e contribui para uma alimentação equilibrada.

Apesar de existir o mito de que não pode ser aquecido, o azeite extra-virgem suporta bem temperaturas moderadas, sendo ideal para refogados leves, grelhados rápidos e finalizações. Seu sabor marcante também valoriza pratos simples.

Óleo de abacate: estabilidade e versatilidade

O óleo de abacate vem ganhando espaço por sua excelente resistência ao calor. Com ponto de fumaça elevado e perfil de gordura semelhante ao do azeite, ele é uma ótima opção para preparos em temperaturas mais altas, como grelhados e salteados.

Além disso, possui sabor neutro, o que agrada quem prefere não interferir no gosto dos alimentos.

Óleo de coco: usar com equilíbrio

O óleo de coco divide opiniões, mas quando utilizado com moderação, pode ser uma alternativa interessante. Ele é estável ao calor e não oxida facilmente, o que o torna adequado para cozimentos mais intensos.

Porém, por conter maior quantidade de gordura saturada, o consumo deve ser pontual, alternando com outros óleos mais equilibrados.

Óleos que merecem atenção

Óleos altamente refinados, como soja, milho e canola, passam por processos industriais intensos e costumam ser ricos em gorduras inflamatórias quando aquecidos. Seu uso frequente pode comprometer a qualidade da alimentação.

Optar por versões prensadas a frio e variar os tipos de óleo ao longo da semana é uma estratégia simples para melhorar a dieta.

O melhor óleo é aquele usado do jeito certo

Mais importante do que eleger um único óleo como “o mais saudável” é entender que cada preparo pede uma escolha diferente. Alternar entre azeite, óleo de abacate e outras opções menos processadas garante variedade nutricional e mais segurança no consumo diário.