Milhares de mulheres pararam as ruas de grandes cidades do país, no início da noite da última segunda-feira, 13, para protestar contra o Projeto de Emenda Constitucional 181, que propõe a criminalização de todos os casos de aborto - inclusive em casos de estupro.

Na capital paulista, a manifestação teve início por volta das 18h, no vão livre do Masp, de onde seguiu para as ruas da região central, até a Praça Roosevelt. Além de São Paulo, outros atos saíram pelas ruas das capitais Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Belém, Macapá, Florianópolis, Goiânia e outras regiões do país.

Retrocesso na mão de 18 homens e da bancada evangélica 

O levante, que advoga em defesa do direito do aborto, ganhou força desde a última quarta-feira, 8, quando uma comissão especial da Câmara dos Deputado optou pela garantia do direito à vida "desde a concepção" - o que na prática proíbe a prática do aborto mesmo em casos de estupro  ou que haja risco de morte.

O texto, aprovado por 18 homens contra o solitário voto da deputada federal Erika Kokay (PT-DF), será novamente analisado pela comissão no próximo dia 21 e levará em conta a alteração do conteúdo da proposta em sete destaques.

Durante a sessão, deputados contrários ao projeto argumentaram que a medida pode levar a questionamentos judiciais, porque o Código Penal permite a interrupção da gravidez em casos de estupro e quando houver risco para a vida da mulher.

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